Deputado Hugo Motta (Republicanos/PB), presidente da Câmara dos Deputados (Foto Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos/PB), vai se reunir na quarta-feira (1/7) com representantes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento para decidir o destino do PLP 114/2026, que propõe usar o excedente de arrecadação do petróleo para segurar o preço dos combustíveis em razão da guerra entre Estados Unidos e Irã.
O projeto é um dos 62 que integram a lista de iniciativas que podem ser votadas pela Câmara dos Deputados antes do início do recesso legislativo, que oficialmente tem início no dia 18 de julho. Hugo Motta se reuniu com líderes na tarde desta terça-feira (30/6) para definir, dentre os 62 projetos listados, quais serão priorizados.
O PLP 114/2026 foi protocolado no fim de abril pelo líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT/RS). Ao chegar na reunião de líderes de hoje, Pimenta voltou a dizer que poderá retirar a proposta por excesso de temas estranhos — os chamados jabutis — incluídos no relatório da deputada Marussa Boldrin (Republicanos/GO).
A bancada ruralista quer usar o projeto para emplacar demandas tributárias do setor, e projeto acabou se tornando uma pauta-bomba para o governo. Marussa Boldrin se comprometeu a apresentar outro relatório, o que ainda não aconteceu.
O governo, porém, já não defende mais a aprovação do projeto, como deixou claro o ministro Dario Durigan, em coletiva de imprensa nesta terça-feira sobre a redução gradual dos subsídios aos combustíveis.
Para ele, o PLP 114/2026 perdeu o objeto diante do arrefecimento do conflito internacional. “Hoje a nossa visão é de que o PLP 114 não é mais necessário, estamos dialogando com a Câmara para que ele não seja pautado”, concordou o ministro Bruno Moretti.
Fonte: Eixos
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