Sicompar https://sicompar.org.br Sicompar Wed, 22 Jul 2026 12:39:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Queda do diesel puxa recuo dos combustíveis em julho e etanol atinge menor preço desde 2024, aponta Veloe/Fipe https://sicompar.org.br/2026/07/22/queda-do-diesel-puxa-recuo-dos-combustiveis-em-julho-e-etanol-atinge-menor-preco-desde-2024-aponta-veloe-fipe/ https://sicompar.org.br/2026/07/22/queda-do-diesel-puxa-recuo-dos-combustiveis-em-julho-e-etanol-atinge-menor-preco-desde-2024-aponta-veloe-fipe/#respond Wed, 22 Jul 2026 12:38:02 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6303

Levantamento mostra redução de R$ 0,09 no diesel S-10, enquanto o etanol amplia vantagem frente à gasolina para veículos flex

Os preços da gasolina, etanol e diesel S-10 começaram julho em queda na média nacional, com o diesel S-10 liderando o movimento de redução. Os dados são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), e mostram que na segunda semana do mês, o diesel s-10 registrou a maior queda de preço entre os três combustíveis analisados, enquanto o etanol atingiu seu menor preço desde a primeira semana de dezembro de 2024, reforçando sua vantagem para os proprietários de veículos flex.

Na média nacional, a gasolina comum passou de R$ 6,73 por litro, na última semana de junho, para R$ 6,70 na segunda semana de julho, uma queda de R$ 0,03 (0,42%). O etanol hidratado recuou de R$ 4,21 para R$ 4,17 por litro, redução de R$ 0,04 (0,95%), alcançando o menor valor observado na série histórica desde o início de dezembro de 2024.

O diesel S-10 apresentou o recuo mais intenso no período, passando de R$ 7,04 para R$ 6,95 por litro, uma queda de R$ 0,09 (1,35%). Nas capitais, entretanto, o movimento foi mais moderado, com redução média de R$ 0,05 por litro, indicando que parte do alívio registrado nacionalmente ainda não chegou aos grandes centros urbanos.

Apesar da sequência recente de reduções, gasolina e diesel seguem sendo comercializados em patamares superiores aos registrados antes da escalada das tensões geopolíticas internacionais que pressionaram as cotações do petróleo nos últimos meses. O comportamento indica que, embora o mercado esteja em trajetória de acomodação, os preços ainda não retornaram aos níveis anteriores ao conflito.

A queda do etanol, por sua vez, não foi uniforme entre os estados. Os maiores recuos foram registrados no Rio Grande do Norte, onde o litro ficou R$ 0,21 mais barato na semana, seguido por Ceará (-R$ 0,10), Pará e Pernambuco (-R$ 0,08 cada) e Espírito Santo (-R$ 0,07). Em São Paulo, principal mercado consumidor do biocombustível, a redução foi de R$ 0,05 por litro. Na direção oposta, Amazonas, Distrito Federal e Maranhão registraram alta nos preços, de R$ 0,24, R$ 0,08 e R$ 0,04, respectivamente.

Com esse movimento, o Indicador Flex nacional permaneceu favorável ao etanol e ampliou a vantagem do biocombustível frente à gasolina: a relação recuou de 66,2% para 65,9%, uma redução de 0,3 ponto percentual. Como o percentual permanece abaixo do limite de cerca de 70%, considerado referência para veículos flex, o etanol continua sendo a alternativa mais econômica para abastecimento na média nacional.

Em uma parcela relevante dos estados, o etanol reforçou sua vantagem frente à gasolina em termos de custo-benefício, como no caso de Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Distrito Federal. Com a nova rodada de quedas, esses mercados tendem a oferecer a melhor relação entre preço e rendimento para os motoristas de veículos flex.

A combinação de preços em queda e da maior competitividade do etanol oferece alívio ao consumidor neste início de julho, ainda que o cenário permaneça influenciado pelas oscilações do mercado internacional de petróleo e pelo ritmo de repasse dos custos às bombas.

Autor/Fonte/Veículo: Cana Online

*As notícias de outros veículos de comunicação postados aqui não refletem necessariamente o posicionamento do Sicompar.

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Preço do diesel importado pelo Brasil sobe e atinge maior patamar em dois meses https://sicompar.org.br/2026/07/21/preco-do-diesel-importado-pelo-brasil-sobe-e-atinge-maior-patamar-em-dois-meses/ https://sicompar.org.br/2026/07/21/preco-do-diesel-importado-pelo-brasil-sobe-e-atinge-maior-patamar-em-dois-meses/#respond Tue, 21 Jul 2026 12:56:03 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6285
Preços dos combustíveis em posto Shell na Lapa, no Rio de Janeiro (RJ), em 20 de março de 2026 (Foto Rovena Rosa/Agência Brasil)

 

Cotações voltaram a aumentar com queda das importações da Rússia e alta do barril

Com a queda das importações da Rússia e a retomada da guerra no Oriente Médio, o preço dos combustíveis importados pelo Brasil voltou a subir.

O preço de paridade de importação (PPI) do diesel atingiu a média de R$ 5,279 por litro na semana de 13 a 17 de julho, o maior patamar em dois meses. É uma alta de 13% em relação à semana anterior.
Já o litro da gasolina importada ficou em média a R$ 3,60, aumento de 8,65% na comparação semanal.
Os cálculos são da ANP com base em informações da S&P Global Commodity Insights.
O aumento coincide com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou o preço do barril de petróleo no mercado internacional em julho, depois de um alívio em junho.

Na segunda (20/7), o Brent para setembro encerrou em alta de 1,27% (US$ 1,12), a US$ 89,22 o barril.
O impacto é global: nos EUA, a gasolina também ficou mais cara e voltou a superar a marca de US$ 4 por galão. (Reuters/Valor)
Além disso, o Brasil também vive uma queda nas importações de diesel russo desde o mês passado.

Em junho, a compra de diesel da Rússia despencou, em meio à guerra com a Ucrânia. A infraestrutura russa vem sofrendo ataques, com diversos danos a refinarias e terminais de exportação.
Leia mais: Importação de diesel da Rússia despenca e Brasil recorre a EUA e Índia.
O Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome, portanto a alta do combustível comprado no exterior tem impactos na inflação.

O aumento nos preços coincide também com o início do desmonte das subvenções adotadas pelo governo brasileiro para lidar com os impactos da guerra.
No início de julho, o governo deu fim ao cashback do diesel, de R$ 0,36 por litro. Portanto, agora permanece valendo apenas a subvenção de R$ 1,12.

Autor/Fonte/Veículo: eixos

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Instituto Combustível Legal (ICL) participa da reunião de instalação do Escritório Nacional Antifacção (ENA) no Rio de Janeiro https://sicompar.org.br/2026/07/17/instituto-combustivel-legal-icl-participa-da-reuniao-de-instalacao-do-escritorio-nacional-antifaccao-ena-no-rio-de-janeiro/ https://sicompar.org.br/2026/07/17/instituto-combustivel-legal-icl-participa-da-reuniao-de-instalacao-do-escritorio-nacional-antifaccao-ena-no-rio-de-janeiro/#respond Fri, 17 Jul 2026 12:52:32 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6241

O Instituto Combustível Legal (ICL), representando a sociedade civil, participou da reunião estratégica de cooperação técnica e alinhamento institucional que marcou a instalação do Escritório Nacional Antifacção (ENA) no Rio de Janeiro, realizada nesta quarta-feira (15).

Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o ENA terá como principal função centralizar esforços e integrar as polícias e a inteligência de diferentes estados no combate ao crime organizado.

O encontro reuniu, em formato de mesa redonda, o Secretário Nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa Veloso [Chico Lucas]; autoridades ministeriais; órgãos de segurança pública federais e estaduais; agências reguladoras; órgãos de fiscalização fazendária, entre representantes de outras entidades.

O presidente do ICL, Emerson Kapaz, representou o Instituto no evento, que teve como foco central a instalação dos escritórios regionais do ENA no Rio de Janeiro e em São Paulo, responsáveis por integrar as ações dos participantes.

Segundo Kapaz, um dos pontos centrais do encontro foi o estímulo ao debate e troca de informações entre as partes presentes. Para ele, a reunião reforça o reconhecimento da atuação conjunta entre os diferentes órgãos envolvidos.

“A importância de ser uma mesa redonda significa que nenhum dos lados tem comando e todos têm que trabalhar integrados: o Ministério da Justiça, as procuradorias, o Ministério Público, a Justiça Federal, as delegacias da Polícia Civil, todos estavam representados. E a única entidade da sociedade civil era o Instituto Combustível Legal”, afirmou.

De acordo com Kapaz, essa presença exclusiva do ICL se justifica pelo tema central da reunião: o combate ao crime organizado no segmento de combustíveis, área em que o Instituto atua há anos no monitoramento e no apoio ao enfrentamento à sonegação fiscal e à adulteração de produtos.

Durante a reunião, foram discutidos três eixos prioritários:

o rastreamento das estruturas e dos fluxos financeiros utilizados pelas organizações criminosas;
redução do intervalo entre a identificação das irregularidades e a adoção de medidas fiscais, administrativas e judiciais; e
a proteção do mercado legal contra práticas de dumping, sonegação, adulteração de combustíveis e coação de empresários.
ICL apresenta balanço do combate ao crime organizado no setor
Durante o encontro, o ICL apresentou um relato sobre o andamento das ações de combate ao crime organizado no setor de combustíveis e os avanços já obtidos. Kapaz classificou a instalação do ENA como um desdobramento relevante de operações recentes, como a Carbono Oculto, reforçando o caráter contínuo desse trabalho.

“Nós fizemos um relato do que está ocorrendo e do avanço que já significa hoje esse combate ao crime organizado no nosso setor, mas isso é um trabalho permanente, contínuo. Saudamos a iniciativa como uma das coisas mais importantes que aconteceram na linha da Carbono Oculto e de outras operações”, destacou Kapaz.

Integração da ANP a órgãos fazendários
Um dos eixos discutidos na reunião foi a necessidade de integrar o combate ao crime organizado no setor de combustíveis às instituições responsáveis pela fiscalização do sistema financeiro.

“Falamos da importância de fazer a integração com a CVM [Comissão de Valores Mobiliários], o Banco Central, o sistema financeiro, que é onde o fluxo de recursos está escoando hoje, e do quanto isso significa uma virada, porque a partir de agora, nós começamos a trabalhar integrados”, explicou Kapaz.

Leia também: Muito além da prisão: como a Receita Federal atua para sufocar organizações criminosas que atuam no setor de combustíveis

O presidente do ICL também citou a atuação da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), como um dos setores mais estratégicos do governo no mapeamento dessas ações.

Pacto entre instituições e sociedade civil
Para Kapaz, a reunião simboliza a formação de um pacto amplo entre instituições públicas e sociedade civil no enfrentamento ao crime organizado, independentemente de orientação política.

“É como se fosse um pacto de combate ao crime organizado com todas as entidades, independentemente do viés político, junto com a sociedade civil, onde as representações hoje estão nos níveis das entidades de classe, como a nossa, em instituições que podem contribuir com informações importantes”, afirmou.

ICL reforça apoio à aprovação dos PLs 109/2025 e 399/2025
Entre os próximos passos mapeados na reunião está a aceleração da tramitação de dois projetos de lei que o ICL considera fundamentais para o aperfeiçoamento do marco regulatório do setor: o PLP 109/2025 e o PL 399/2025.

O PLP 109/2025 autoriza a ANP a acessar dados de notas fiscais eletrônicas, notas fiscais de consumidor e documentos eletrônicos de transporte dos agentes regulados, observadas as regras de proteção e sigilo das informações. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor e está sob relatoria do senador Marcos Rogério na Comissão de Serviços de Infraestrutura. O texto permite que a ANP confronte volumes comprados, transportados e comercializados, identifique operações incompatíveis e direcione a fiscalização para agentes e movimentações de maior risco.

Já o PL 399/2025, que aguarda votação no Plenário da Câmara dos Deputados, representa um avanço no fortalecimento das penalidades e na efetividade das ações de fiscalização do setor. A proposta atualiza instrumentos de sanção e reforça mecanismos de responsabilização para práticas irregulares, como adulteração de combustíveis, comercialização em desacordo com especificações técnicas e descumprimento de obrigações regulatórias. Entre os pontos previstos está o aumento de 300% na multa por adulteração de combustíveis, que passaria da faixa atual de R$ 20 mil a R$ 5 milhões para R$ 90 mil a R$ 20 milhões.

Autor/Fonte/Veículo: Instituto Combustível Legal

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Tarifaço dos EUA não deve ter impacto sobre exportações de etanol de milho https://sicompar.org.br/2026/07/16/tarifaco-dos-eua-nao-deve-ter-impacto-sobre-exportacoes-de-etanol-de-milho/ https://sicompar.org.br/2026/07/16/tarifaco-dos-eua-nao-deve-ter-impacto-sobre-exportacoes-de-etanol-de-milho/#respond Thu, 16 Jul 2026 12:35:21 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6218
Usina de etanol de milho em Dourados (MS) — Foto: Wenderson Araújo/CNA

 

Vendas para o país são pequenas, diz a União Nacional do Etanol de Milho (Unem)

As tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, anunciadas pelos Estados Unidos no mês passado e que podem entrar em vigor nesta semana, não devem ter impacto sobre a cadeia de etanol de milho porque as exportações brasileiras do produto e de etanol em geral ao país são pequenas, disse o presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Amaury Pekelman.

“Para as exportações de etanol de milho, as tarifas não geram problema, a princípio não nos afetam”, disse Pekelman.

A Coreia do Sul foi o principal destino do etanol brasileiro em 2025, com 780 milhões de litros (48,4% do total), e os EUA foram o segundo maior destino, com 253 milhões de litros (15,7% do total exportado), queda de 18,4%.

No início de junho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou tarifas adicionais de 25% sobre uma lista de produtos brasileiros exportados ao país. A decisão decorreu de uma investigação aberta pela administração do presidente Donald Trump em julho de 2025, baseada na Seção 301 da lei comercial do país, que apontou práticas comerciais consideradas desleais com os Estados Unidos.

Há expectativa de que a USTR decida nesta quarta-feira (15/07) sobre a aplicação das tarifas. Dentre os produtos a serem atingidos pela tarifa, caso ela seja confirmada, os principais são etanol, açúcar e pescados.

Segundo Pekelman, a Unem defendeu na semana passada, nas audiências públicas promovidas pelo USTR, que a tarifa de 18% aplicada às importações de etanol dos Estados Unidos é a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, e não um tributo para os americanos.

“Eles precisam fazer seu dever de casa e gerar demanda local lá. Os Estados Unidos têm uma oferta maior do que a demanda e o grande salto para eles é resolver a demanda interna”, disse Pekelman. “Também temos de unir forças e criar mercados (para o etanol) na Ásia”, acrescentou.

A Câmara dos Deputados americana aprovou neste ano o projeto que libera o uso de E15 (15% de etanol na gasolina) o ano todo, mas ainda falta aprovação do Senado. O projeto permite a venda de gasolina com até 15% de etanol durante junho a setembro em todo o país, período hoje em que esse teor é proibido em boa parte dos estados.

Autor/Fonte/Veículo: Globo Rural – Por Clarice Couto

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Governo amplia teor de etanol na gasolina com o preço do petróleo voltando a subir https://sicompar.org.br/2026/07/15/governo-amplia-teor-de-etanol-na-gasolina-com-o-preco-do-petroleo-voltando-a-subir/ https://sicompar.org.br/2026/07/15/governo-amplia-teor-de-etanol-na-gasolina-com-o-preco-do-petroleo-voltando-a-subir/#respond Wed, 15 Jul 2026 13:57:04 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6197
Bomba de etanol em posto de combustíveis Petrobras (Foto Divulgação)

 

Mistura de 32% de etanol passa a valer em 1º de agosto

Em meio à nova alta internacional do barril de petróleo, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) enfim aprovou a elevação temporária do teor de etanol na gasolina para 32% (E32), na expectativa de reduzir a dependência brasileira do combustível fóssil.

Segundo cálculos do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), a medida reduzirá em R$ 0,03 o preço do combustível fóssil na bomba e pode ajudar a evitar a importação de 900 milhões de litros de gasolina por ano.
A medida vinha sendo defendida pelo setor sucroenergético há meses e, a princípio, é válida por 180 dias a partir de 1º de agosto, com possibilidade de prorrogação por igual período.

Silveira já indicou que o novo teor pode se tornar permanente.
Essa não foi a única sinalização positiva do governo ao agronegócio: o CNPE também vetou a importação de biodiesel para atendimento à mistura obrigatória ao diesel, num aceno aos produtores nacionais.
Além disso, a criação de um programa de regularização das dívidas no RenovaBio foi retirada de pauta, a pedido da Casa Civil.
A aprovação do E32 é uma sinalização de que o governo brasileiro reconhece que o momento internacional ainda impacta os preços dos combustíveis, o que torna improvável a retirada neste momento da subvenção à gasolina.

Autor/Fonte/Veículo: eixos

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Governo não vê necessidade de retornar subvenção ao diesel mesmo com escalada da guerra https://sicompar.org.br/2026/07/14/governo-nao-ve-necessidade-de-retornar-subvencao-ao-diesel-mesmo-com-escalada-da-guerra/ https://sicompar.org.br/2026/07/14/governo-nao-ve-necessidade-de-retornar-subvencao-ao-diesel-mesmo-com-escalada-da-guerra/#respond Tue, 14 Jul 2026 12:44:54 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6177
Caminhão-tanque em posto de combustíveis da Petrobras no Plano Piloto, região central de Brasília, DF (Foto Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

 

Governo não vê necessidade de retomar subsídios mesmo com escalada no conflito. Medida só seria reativada caso o barril ultrapassasse os US$ 90

A equipe econômica do governo do presidente Lula (PT) avalia que não há necessidade de retomar a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel, mesmo com a nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, com o barril na casa dos US$ 80, os efeitos são “moderados”, e a Fazenda entende ter o know-how para lidar com esse impacto.

Na pasta, a ideia é que não há necessidade de voltar com a subvenção, porque ainda há outra medida vigente no valor de R$ 1,12 para o diesel. Já a possível retirada de subsídios na gasolina, por exemplo, não deve acontecer nesta semana por conta da volatilidade alta ligada à guerra.

O governo também descarta lançar mão novamente do PLP dos combustíveis, que previa a possibilidade de cortar impostos, compensando com a receita extra de petróleo pelo preço elevado do barril no mercado internacional. O texto nunca foi votado na Câmara e havia sido abandonado com o arrefecimento do conflito.

Segundo pessoas a par do assunto ouvidas pela reportagem, o sinal de alerta voltaria a acender no governo se o barril ultrapassar ou estacionar na casa dos US$ 90. Até lá, o Executivo avalia ter condições de lidar com os efeitos nos preços com os instrumentos que já estão vigentes, mesmo que atrase a possível retirada de medidas emergenciais tomadas no passado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington assumirá o controle do Estreito de Ormuz e sugeriu que cobrará uma espécie de pedágio, ao declarar que o país será remunerado por garantir a segurança da principal rota marítima de exportação de petróleo do Oriente Médio. As declarações foram feitas em entrevista à Fox News, em meio à escalada das tensões com o Irã.

Na manhã desta segunda (13/7), o mercado reagiu ao novo fechamento do Estreito de Ormuz anunciado pelo Irã após ataques dos EUA e aos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética russa, enquanto a Rússia mantém restrições às exportações de diesel e avalia limitar as de gasolina e querosene de aviação, afirma Bruno Cordeiro, analista de mercado da StoneX.

O barril do Brent ampliou alta para mais de 9%, a US$ 83,30 por barril no fechamento desta segunda (13), refletindo o aumento dos riscos à oferta global.

Por Mateus Maia

Autor/Fonte/Veículo: eixos

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Brasil ganha primeira turbina a gás para geração de eletricidade movida a etanol https://sicompar.org.br/2026/07/13/brasil-ganha-primeira-turbina-a-gas-para-geracao-de-eletricidade-movida-a-etanol/ https://sicompar.org.br/2026/07/13/brasil-ganha-primeira-turbina-a-gas-para-geracao-de-eletricidade-movida-a-etanol/#respond Mon, 13 Jul 2026 12:19:52 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6153
UGEE1000BR, a primeira turbina a gás para geração de energia elétrica movida a etanol desenvolvida inteiramente no Brasil (Créditos: Divulgação)

 

O Brasil desenvolve a primeira turbina a gás para geração de energia elétrica movida a etanol
O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP), sedia projeto da primeira turbina a gás para geração de energia elétrica movida a etanol.

O equipamento transforma a energia da queima do biocombustível em movimento mecânico e, depois, em eletricidade.

O projeto ainda tem caráter demonstrativo e busca comprovar a capacidade tecnológica do país antes de uma possível produção em escala.

Projeto UGEE1000BR
O projeto foi batizado de UGEE1000BR, sigla para Unidade Geradora de Energia Elétrica. O equipamento utiliza uma turbina a gás movida a etanol hidratado para gerar eletricidade.

Apesar do nome, a expressão “turbina a gás” não significa que o combustível precisa estar no estado gasoso.

O termo se refere ao funcionamento da máquina: após a queima do combustível, são produzidos gases em alta temperatura e pressão, que movimentam a turbina.

O processo funciona da seguinte forma: a turbina aspira o ar, aumenta sua pressão e o mistura ao etanol em uma câmara de combustão. A queima gera gases quentes, que passam pelas palhetas da turbina e fazem um eixo girar.

Parte da energia produzida é utilizada para manter o compressor em funcionamento. O restante movimenta um gerador, responsável por transformar essa energia em eletricidade.

A tecnologia empregada é semelhante à utilizada em motores de aeronaves. A principal diferença é a finalidade: enquanto nos aviões a turbina gera impulso para o voo, na UGEE1000BR ela aciona um gerador elétrico.

Turbina 100% nacional
Segundo a Força Aérea Brasileira, a UGEE1000BR é a primeira unidade de geração de energia elétrica com turbina a gás movida a etanol desenvolvida integralmente no Brasil.

O diferencial do projeto vai além do uso do etanol. O país domina todas as etapas da tecnologia, desde o desenvolvimento da turbina até a integração do sistema, incluindo os controles, a estrutura, a câmara de combustão e a conexão com o gerador.

Esse domínio tecnológico reduz a dependência de fornecedores estrangeiros em um setor considerado estratégico. Além disso, abre espaço para que empresas brasileiras participem da fabricação de componentes, da manutenção dos equipamentos, da automação e do aprimoramento da tecnologia.
Autor/Fonte/Veículo: Jornal Cana

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Câmara aprova MP que abre crédito extraordinário de R$ 10 bi para subsidiar preço do diesel https://sicompar.org.br/2026/07/09/camara-aprova-mp-que-abre-credito-extraordinario-de-r-10-bi-para-subsidiar-preco-do-diesel/ https://sicompar.org.br/2026/07/09/camara-aprova-mp-que-abre-credito-extraordinario-de-r-10-bi-para-subsidiar-preco-do-diesel/#respond Thu, 09 Jul 2026 12:18:07 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6120
Posto do Distrito Federal ajusta preços do diesel S10 e S500, em 4 de junho de 2018 (Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil)

 

Governo afirma que os recursos do superávit financeiro de 2025 serão usados para pagar a subvenção até 31 de dezembro de 2026

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (8/7), em votação simbólica, a Medida Provisória (MP) 1344/26, que abre R$ 10 bilhões em crédito extraordinário no Orçamento de 2026 para subsidiar parte do preço do diesel, impactado pela guerra no Oriente Médio. O texto agora será analisado pelo Senado.

Na explicação de motivos, o governo afirma que os recursos do superávit financeiro de 2025 serão usados para pagar a subvenção até 31 de dezembro de 2026.

O montante será destinado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que faz o pagamento do subsídio.

Por Gabriel Máximo e Victor Ohana

Autor/Fonte/Veículo: eixos
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Preço do etanol pode continuar pressionado se demanda não reagir, estima Czarnikow https://sicompar.org.br/2026/07/07/preco-do-etanol-pode-continuar-pressionado-se-demanda-nao-reagir-estima-czarnikow/ https://sicompar.org.br/2026/07/07/preco-do-etanol-pode-continuar-pressionado-se-demanda-nao-reagir-estima-czarnikow/#respond Tue, 07 Jul 2026 11:38:33 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6087

O mercado brasileiro de etanol pode enfrentar novas quedas de preços ao longo da safra 2026/27, caso o consumo doméstico não cresça o suficiente para absorver a maior oferta do biocombustível.

Em relatório divulgado na sexta-feira, 3, a Czarnikow alerta que a necessidade de direcionar mais cana para a produção de etanol elevou significativamente a disponibilidade do produto, cenário que pode pressionar ainda mais as cotações e, por consequência, afetar também o mercado de açúcar.

“Os motoristas precisam migrar o consumo para o etanol para absorver a oferta adicional resultante da maior destinação de cana ao biocombustível. Caso contrário, os preços do etanol permanecerão pressionados e poderão arrastar os preços do açúcar junto”, afirmou a analista Ana Zancaner no relatório.

Segundo a consultoria, embora os preços do etanol hidratado tenham recuado cerca de 15% desde o início da safra, o biocombustível continua mais atrativo que o açúcar para as usinas na maior parte dos estados produtores, inclusive em alguns momentos em São Paulo.

Essa relação entre os preços levou as unidades a ampliarem a produção de etanol, reduzindo o mix açucareiro ao menor nível desde a safra 2022/23.

A Czarnikow destacou que a produção de etanol hidratado de cana até a segunda quinzena de maio está 44% acima da registrada no mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, a produção de etanol de milho caiu 15% na comparação anual, fator que evitou um excedente ainda maior de oferta. Ainda assim, o superávit estimado permanece elevado, em cerca de 1,5 bilhão de litros.

Na avaliação da consultoria, a demanda, porém, ainda não respondeu ao aumento da oferta. A relação entre o preço do etanol e o da gasolina atingiu o menor nível da década, mas isso não foi suficiente para estimular o consumo em intensidade capaz de equilibrar o mercado.

“A participação do etanol hidratado precisa superar 30% para sustentar os preços”, destacou o relatório. A consultoria acrescentou que “cada ponto porcentual de redução no mix açucareiro pode adicionar cerca de 500 milhões de litros ao balanço de oferta de etanol”.

Outro fator de atenção é o avanço da produção de etanol anidro, impulsionado principalmente pelo milho. Segundo a Czarnikow, a produção do combustível está cerca de 60% acima da registrada há um ano e pode acrescentar aproximadamente 1 bilhão de litros ao mercado até o fim da temporada. A cana-de-açúcar também pode contribuir com mais 600 milhões de litros de anidro.

Para aliviar esse excedente, a consultoria considera essencial o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina. Atualmente fixada em 30%, a mistura pode chegar a 35% pela legislação. A expectativa é de que o governo eleve o porcentual para 32% ainda neste ano, medida que, se implementada em agosto, criaria demanda adicional de aproximadamente 700 milhões de litros.

Em relação à produção de cana, a Czarnikow observa que as chuvas mais intensas atrasaram a moagem na segunda quinzena de maio. No acumulado da safra, contudo, o processamento de cana permanece 16% acima do registrado em igual período do ciclo anterior, compensando parcialmente a forte redução do mix destinado ao açúcar.

Autor/Fonte/Veículo: Agência Estado| Leandro Silveira

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O etanol de milho de segunda safra oferece vantagens estruturais

Artigo exclusivo para a edição 363 do JornalCana

“O etanol de milho de segunda safra apresenta vantagens estruturais consistentes.
Sua produção ocorre majoritariamente em áreas agrícolas já consolidadas, após a colheita da soja, maximizando o uso da terra e evitando expansão de fronteiras agrícolas.

Adicionalmente, o uso de biomassa como fonte energética no processo produtivo contribui
para um balanço de carbono mais favorável.”

Autor/Fonte/Veículo: Jornal Cana

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