Sicompar https://sicompar.org.br Sicompar Wed, 21 Oct 2026 13:27:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 Demanda por combustíveis deve crescer 2,5% em 2027, diz EPE https://sicompar.org.br/2026/10/21/demanda-por-combustiveis-deve-crescer-25-em-2027-diz-epe/ https://sicompar.org.br/2026/10/21/demanda-por-combustiveis-deve-crescer-25-em-2027-diz-epe/#respond Wed, 21 Oct 2026 13:27:40 +0000 https://sicompar.org.br/?p=7311

A demanda por combustíveis líquidos no Brasil deve crescer 2,5% em 2027, segundo projeção divulgada nesta 2ª feira (19.out.2026) pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética). O consumo total deve alcançar 155,8 bilhões de litros, ante 152 bilhões estimados para 2026.

O maior crescimento proporcional será do etanol hidratado, cuja demanda deve avançar de 23,9 bilhões para 25,3 bilhões de litros –um aumento de 5,86%. O consumo de óleo diesel deve passar de 72,4 bilhões para 74,2 bilhões de litros, enquanto o de gasolina C deve aumentar de 48 bilhões para 48,5 bilhões. Para o querosene de aviação, o QAV, a projeção é de alta de 7,7 bilhões para 7,8 bilhões de litros.

A EPE atribui o crescimento mais acelerado do etanol hidratado à perspectiva de uma safra de cana-de-açúcar maior em 2026/2027, com maior destinação da matéria-prima à produção do biocombustível diante da menor remuneração do açúcar no mercado internacional. A expansão da produção de etanol de milho também deve contribuir para ampliar a oferta. A estatal estima que o consumo alcance um recorde de 23,9 bilhões de litros em 2026, favorecido pela maior disponibilidade do produto e por preços competitivos em relação à gasolina.

No setor aéreo, a EPE projeta que o consumo de QAV alcance 7,8 bilhões de litros em 2027. O montante superaria a máxima histórica registrado em 2014 (e que deve ser superada em 2026), de aproximadamente 7,5 bilhões de litros. A estimativa considera a continuidade da expansão da aviação comercial, impulsionada pelo aumento do número de passageiros e da oferta de voos domésticos e internacionais. Segundo a estatal, a recuperação da atividade aérea e a entrada de aeronaves mais eficientes nas frotas brasileiras devem sustentar o crescimento do setor.

O preço do QAV, contudo, tem sido um desafio para as companhias aéreas desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã. A alta do combustível levou ao cancelamento de rotas domésticas e internacionais.

Em outubro, a Petrobras reajustou em 11,76% o preço médio do combustível vendido às distribuidoras, que acumula alta de aproximadamente 74% desde março de 2026, quando começou o conflito no Oriente Médio.

PRESSÃO NOS COMBUSTÍVEIS As projeções são divulgadas em um cenário de continuidade dos conflitos no Oriente Médio e de restrições à capacidade global de refino. A guerra no Irã elevou os preços internacionais do petróleo e dos derivados, enquanto ataques à infraestrutura energética na região e na Rússia reduziram a disponibilidade de combustíveis no mercado internacional. O cenário amplia a vulnerabilidade do Brasil, que, apesar de ser um país exportador de petróleo, não tem capacidade de refino o suficiente para atender a demanda doméstica de combustíveis. Apesar das restrições externas, a EPE avalia que a demanda doméstica não deverá ser afetada no curto prazo pelos efeitos da guerra. A estatal considera que a atividade econômica, o mercado de trabalho e a renda disponível continuarão sustentando o consumo de combustíveis.

Fonte: Poder360

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Petróleo cai calibrando guerra no Oriente Médio e alívio de sanções à Rússia https://sicompar.org.br/2026/10/20/petroleo-cai-calibrando-guerra-no-oriente-medio-e-alivio-de-sancoes-a-russia/ https://sicompar.org.br/2026/10/20/petroleo-cai-calibrando-guerra-no-oriente-medio-e-alivio-de-sancoes-a-russia/#respond Tue, 20 Oct 2026 15:01:08 +0000 https://sicompar.org.br/?p=7295

Petróleo fechou em queda nesta segunda-feira, 19, após operar volátil ao longo da tarde. Investidores

ponderaram o aumento das tensões no Oriente Médio, ante o alívio de algumas sanções e tarifas impostas à Rússia, por ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, na sexta-feira.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em baixa de 0,28% (US$ 0,31), a US$ 109,55 o barril. Já o petróleo WTI para o mesmo mês caiu 0,48% (US$ 0,48), a US$ 98,54 o barril, na Nymex.

Trump reforçou no domingo o apoio à reeleição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e ameaçou intensificar as ações contra o Irã caso Teerã não mude de postura. Em publicação na Truth Social, o republicano afirmou que Netanyahu é o único líder capaz de manter a parceria com Washington no enfrentamento à República Islâmica.

O presidente americano também defendeu sua decisão de abrandamento de sanções à Rússia e acusou o líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de prejudicar o abastecimento mundial de diesel com ataques a refinarias russas. 

 

 

O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira, 19, após operar volátil ao longo da tarde. Investidores ponderaram o aumento das tensões no Oriente Médio, ante o alívio de algumas sanções e tarifas impostas à Rússia, por ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, na sexta-feira.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em baixa de 0,28% (US$ 0,31), a US$ 109,55 o barril. Já o petróleo WTI para o mesmo mês caiu 0,48% (US$ 0,48), a US$ 98,54 o barril, na Nymex.

Trump reforçou no domingo o apoio à reeleição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e ameaçou intensificar as ações contra o Irã caso Teerã não mude de postura. Em publicação na Truth Social, o republicano afirmou que Netanyahu é o único líder capaz de manter a parceria com Washington no enfrentamento à República Islâmica.

O presidente americano também defendeu sua decisão de abrandamento de sanções à Rússia e acusou o líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de prejudicar o abastecimento mundial de diesel com ataques a refinarias russas.

Apesar das ameaças recentes, o The New Arab informou nesta segunda que Washington e Teerã poderão anunciar ainda nesta semana um avanço significativo nas negociações mediadas por Catar e Paquistão para evitar a retomada da guerra, segundo fontes. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, relembrou ainda que a proposta para a reabertura do Estreito de Ormuz, apresentada aos EUA como parte de um plano de sete dias, continua sobre a mesa.

As hostilidades no Oriente Médio provavelmente conterão uma queda do petróleo, diz Christopher Tahir, estrategista sênior de mercado da Exness. De acordo com ele, as tensões entre a Arábia Saudita e os Houthis permanecem elevadas, enquanto o tráfego pelo Estreito de Ormuz continua a enfrentar restrições em meio a incidentes de segurança.

 Fonte: InfoMoney

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Selo Clima Paraná passa a reconhecer certificados de gases renováveis https://sicompar.org.br/2026/10/14/selo-clima-parana-passa-a-reconhecer-certificados-de-gases-renovaveis/ https://sicompar.org.br/2026/10/14/selo-clima-parana-passa-a-reconhecer-certificados-de-gases-renovaveis/#respond Wed, 14 Oct 2026 13:04:36 +0000 https://sicompar.org.br/?p=7237

A Comissão de Avaliação do Selo Clima Paraná confirmou a aceitação dos certificados de garantia de origem de gases renováveis, o Gás-REC e o CGOB (Certificado de Garantia de Origem de Biometano), para fins de pontuação na edição de 2026 do programa.

A medida atende a uma petição conjunta da Ígnea Biogás e do Instituto Totum, fundamentada na Lei Federal nº 14.993/2024 (Lei do Combustível do Futuro) e nas diretrizes nacionais de rastreabilidade de biogás e biometano.

A alteração beneficia indústrias e organizações que utilizam biogás e biometano rastreáveis em substituição a combustíveis fósseis, como o gás natural. Até então, os critérios de pontuação contemplavam apenas instrumentos voltados a energia elétrica, como o certificado I-REC.

“Ao dar transparência e valor às garantias de origem de biometano e biogás, o incentivo ao investimento em descarbonização se amplia, consolidando uma governança ambiental mais robusta para o setor industrial”, destaca Rafael Noguchi, consultor estratégico do Instituto Totum.

Sob a perspectiva das empresas operadoras do setor de biogás, a medida corrige uma assimetria histórica entre os diferentes insumos renováveis.

 “Buscamos essa equiparação para garantir a isonomia entre os vetores energéticos. Se a energia elétrica renovável já contava com o reconhecimento via I-REC, era fundamental assegurar a mesma oportunidade às empresas que apostam no gás de origem renovável certificada para comprovar suas metas de redução de emissões”, afirma Eduardo Claviso, Diretor Executivo da Ígnea Biogás.  

Fonte: Jornal Cana

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Governo amplia medidas de combustíveis e mantém custo previsto em R$ 40 bi https://sicompar.org.br/2026/10/13/governo-amplia-medidas-de-combustiveis-e-mantem-custo-previsto-em-r-40-bi/ https://sicompar.org.br/2026/10/13/governo-amplia-medidas-de-combustiveis-e-mantem-custo-previsto-em-r-40-bi/#respond Tue, 13 Oct 2026 12:54:10 +0000 https://sicompar.org.br/?p=7221

O Ministério da Fazenda manteve a projeção do custo fiscal total das medidas de mitigação da alta dos combustíveis em aproximadamente R$ 40 bilhões, após anunciar novas medidas.

Na última sexta-feira (9), o governo federal abriu um crédito extraordinário de R$ 7,52 bilhões para financiar subsídios à produção e à importação de combustíveis no país.

“Os R$ 7,52 bilhões em créditos extraordinários abertos pela MP nº 1.395/2026 já estão incluídos na estimativa de aproximadamente R$ 40 bilhões para as medidas de mitigação da alta dos combustíveis, não representando, portanto, um custo adicional”, disse a pasta em nota enviada ao CNN Money.

Do montante autorizado, R$ 6,17 bilhões (82% dos recursos) serão destinados à subvenção econômica para a produção e a importação de óleo diesel de uso rodoviário.

O restante (R$ 1,35 bilhão) será direcionados a subsídios para outros combustíveis derivados de petróleo.

Em uma tentativa de frear a alta dos combustíveis devido à volatilidade do petróleo, a equipe econômica anunciou novas medidas para baratear os preços da gasolina, do etanol e do diesel. Somadas, as desonerações e subvenções anunciadas sobre a gasolina, etanol e diesel terão um custo de R$ 5,2 bilhões pelos próximos trinta dias.

As ações incluem ampliar a desoneração dos impostos federais sobre a gasolina, zerando os tributos sobre o combustível. A decisão vai custar R$ 2,8 bilhões nos próximos 30 dias.

Para seguir a legislação que determina a competitividade de combustíveis renováveis frente aos fósseis, o governo manteve a desoneração de R$ 0,19 centavos por litro do etanol e ampliou a subvenção dada ao combustível de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro. O novo impacto fiscal da medida é de R$ 800 milhões por mês.

Em outra frente, foi implementada uma nova subvenção especificamente ao diesel importado, de R$ 1,40. Esse novo benefício terá um custo adicional de R$ 1,6 bilhão, também pelos próximos trinta dias.

Desde março, o governo federal está anunciando uma série de medidas para mitigar a alta dos combustíveis causada pelo conflito no Irã. Segundo a equipe econômica, as ações serão compensadas pelas receitas extraordinárias previstas com a alta do petróleo.

O Ministério da Fazenda estima que as receitas extraordinárias com petróleo devem alcançar R$ 67,5 bilhões em 2026. O cálculo considera a arrecadação com imposto de exportação e receitas adicionais com venda de óleo, participação de óleo e royalties.

Ao longo de 2026, o governo abriu crédito extraordinário para compensar as medidas dos combustíveis. Veja o que já foi editado até o momento:

  • MP 1.340/2026 (subvenção do diesel): crédito extraordinário de R$ 7 bilhões;
  • MP 1.349/2026 (subvenção do GLP e apoio financeiro ao setor aéreo): crédito extraordinário de R$ 800 milhões;
  • MP 1.358/2026 (subvenção diesel e gasolina): crédito extraordinário de R$ 4,1 bilhões;
  • MP 1.363/2026 (subvenção do diesel em R$ 1,12): R$ 12,5 bilhões;
  • MP 1.395/2026 (desoneração gasolina e subvenção diesel importado): R$ 7,52 bilhões.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que os custos estimados com as novas medidas dos combustíveis serão considerados no próximo relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas.

De acordo com o chefe da pasta, se houver risco de descumprimento da meta fiscal, a equipe econômica ampliará o contingenciamento. Atualmente, há R$ 13,6 bilhões contingenciados no Orçamento.

“No fim das contas, eu olho para o meu conjunto de receitas e de despesas primárias e atesto se estou dentro da minha meta. Se não tiver, faremos contingenciamentos para cumprir a nossa meta. Não pedimos R$ 1 de espaço fiscal adicional para fazer essas políticas. Mantemos a nossa política de neutralidade fiscal”, declarou Moretti.

Fonte: CNN Money

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Dois anos da Lei do Combustível do Futuro: uma ideia que virou política de Estado https://sicompar.org.br/2026/10/09/dois-anos-da-lei-do-combustivel-do-futuro-uma-ideia-que-virou-politica-de-estado/ https://sicompar.org.br/2026/10/09/dois-anos-da-lei-do-combustivel-do-futuro-uma-ideia-que-virou-politica-de-estado/#respond Fri, 09 Oct 2026 12:50:42 +0000 https://sicompar.org.br/?p=7200

Em 08 de outubro de 2026, a Lei do Combustível do Futuro completa dois anos. Para mim, essa data tem um significado especial. Não apenas pelo que a lei representa hoje para o Brasil, mas porque acompanhei essa história desde a sua primeira linha. Em 04 de março de 2020, quando exercia o mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Sul, apresentei na Câmara dos Deputados o PL 528/2020.

Naquele momento, a proposta tinha um objetivo muito claro: construir previsibilidade para o biodiesel brasileiro e permitir que o país aproveitasse melhor uma vantagem que já possuía. Temos agricultura, indústria, tecnologia, capacidade produtiva e uma matriz energética diferenciada. Faltava transformar essas vantagens em uma política de longo prazo.

O projeto percorreu um caminho de mais de quatro anos no Congresso Nacional. Nesse período, cresceu. Incorporou outras propostas, recebeu contribuições do Parlamento, do governo e dos setores produtivos e passou a tratar não apenas do biodiesel, mas de uma estratégia muito mais ampla de descarbonização dos transportes.

Foi assim que o PL 528/2020 deu origem à Lei nº 14.993/2024, sancionada em 08 de outubro de 2024: a Lei do Combustível do Futuro.

Talvez esse seja um dos melhores exemplos de como uma política pública deve ser construída. Uma proposta pode nascer de uma iniciativa parlamentar, ser aperfeiçoada pelo Congresso, receber contribuições de diferentes governos e setores e, ao final, transformar-se em uma política de Estado.

A lei estabeleceu uma trajetória para o avanço do biodiesel e criou condições para chegarmos a misturas superiores, tecnicamente validadas, podendo alcançar 25%. Também abriu caminho para o uso voluntário de percentuais maiores em diversas atividades.

Mas foi além.

Criou o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação, o ProBioQAV; estruturou o Programa Nacional de Diesel Verde; estabeleceu uma política de incentivo ao biometano; avançou na captura e armazenamento de carbono; e conectou diferentes instrumentos de descarbonização dentro de uma mesma estratégia.

Dois anos depois da sanção, fica ainda mais evidente que não estamos falando simplesmente de combustíveis.

Estamos falando de uma política industrial, agrícola, ambiental e energética.

Cada litro de biocombustível produzido no Brasil significa menor dependência de combustível fóssil, agregação de valor à produção agropecuária, atividade industrial, investimentos, empregos e redução de emissões.

É justamente aí que está uma das grandes oportunidades brasileiras.

Durante muito tempo, o debate sobre transição energética foi apresentado como se desenvolvimento econômico e sustentabilidade fossem objetivos concorrentes. O Brasil tem condições de provar exatamente o contrário.

Aqui, a transição energética pode gerar renda, pode fortalecer o produtor rural, pode industrializar o interior, pode criar empregos, pode reduzir importações e pode diminuir emissões ao mesmo tempo.

Poucos países possuem essa combinação.

Por isso, ao completar dois anos, a Lei do Combustível do Futuro precisa ser vista menos como um ponto de chegada e mais como uma plataforma para aquilo que ainda podemos construir.

A legislação abriu as portas. Agora precisamos atravessá-las.

Isso significa avançar com segurança técnica nas misturas de biodiesel, estimular novos investimentos, garantir qualidade, ampliar o uso voluntário, desenvolver o combustível sustentável de aviação, o biometano e o diesel verde e oferecer estabilidade regulatória para quem deseja produzir e investir no Brasil.

Quando apresentei o PL 528, em 2020, defendia que o biodiesel precisava deixar de viver permanentemente submetido às decisões de curto prazo e ganhar uma perspectiva estratégica.

Seis anos depois da apresentação do projeto e dois anos depois de sua transformação em lei, essa visão se tornou muito maior.

O Brasil descobriu que o combustível do futuro não precisa ser importado, nem precisa esperar pelo futuro.

Ele pode ser produzido aqui. No nosso campo, nas nossas indústrias, com a nossa tecnologia, gerando desenvolvimento para os brasileiros.

A Lei do Combustível do Futuro ajudou a mostrar esse caminho. Agora é hora de acelerar.

Jerônimo Goergen, presidente da Aprobio, ex-deputado e autor do PL 528/2020, que deu origem à Lei do Combustível do Futuro

 Fonte: Biodiesel BR

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Parada de refinaria mobiliza R$800 milhões e seis mil trabalhadores https://sicompar.org.br/2026/10/05/parada-de-refinaria-mobiliza-r800-milhoes-e-seis-mil-trabalhadores/ https://sicompar.org.br/2026/10/05/parada-de-refinaria-mobiliza-r800-milhoes-e-seis-mil-trabalhadores/#respond Mon, 05 Oct 2026 14:13:24 +0000 https://sicompar.org.br/?p=7156

Foto: Michel Chedid

A Petrobras inicia, em 5 de outubro, a parada programada de manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR). A companhia investirá cerca de R$800 milhões nas atividades, que têm como objetivo fortalecer a segurança das pessoas, a integridade dos ativos e a confiabilidade das operações, além de promover ganhos de eficiência energética e a implantação de projetos de modernização.

Os serviços estão previstos para ocorrer até a segunda quinzena de novembro e devem mobilizar aproximadamente 6 mil trabalhadores no pico das atividades.

“Este investimento reforça o compromisso da Petrobras com a segurança das pessoas, a integridade dos ativos e a confiabilidade operacional da Repar. Além de preparar a refinaria para um novo ciclo operacional, as intervenções permitirão ganhos de eficiência energética e a implantação de melhorias que contribuem para a competitividade e o desempenho operacional da refinaria”, destaca o gerente geral da Repar, Felipe Leonardo Gomes.

A Petrobras tem investido na qualificação profissional da região por meio de iniciativas como o programa Autonomia e Renda. Para esta parada programada, as empresas contratadas priorizaram a contratação de profissionais locais, ampliando os impactos positivos do investimento sobre a economia regional e contribuindo para a geração de emprego e renda.

Os principais trabalhos da parada programada serão realizados na Unidade de Craqueamento Catalítico Fluido e nas Unidades de Hidrotratamento de Diesel e de Gasolina, além de unidades auxiliares da refinaria. Ao todo, mais de mil equipamentos passarão por inspeções, manutenções e intervenções, incluindo a implantação de projetos de modernização e aumento da eficiência energética.

Durante o período da parada, o atendimento ao mercado será realizado conforme planejamento logístico integrado. “As unidades voltadas à produção de GLP e gasolina passarão por manutenção durante o período. A Petrobras realizou um planejamento para assegurar o atendimento da demanda durante a execução da parada”, afirma o gerente geral.

Produtos e mercado da Repar

A Repar possui capacidade de processamento de 33 mil metros cúbicos de petróleo por dia. Entre seus principais produtos estão diesel, gasolina, GLP, querosene de aviação (QAV), asfalto, coque, propeno, óleo combustível e óleo marítimo.

Cerca de 85% da produção da refinaria é destinada ao abastecimento dos mercados do Paraná, Santa Catarina, sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul. O volume excedente é direcionado para outras regiões do país ou para exportação.

Fonte: Indústria News

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Diesel aumenta em 25 estados e no DF; governo pressiona ANP para mais fiscalização https://sicompar.org.br/2026/10/01/diesel-aumenta-em-25-estados-e-no-df-governo-pressiona-anp-para-mais-fiscalizacao/ https://sicompar.org.br/2026/10/01/diesel-aumenta-em-25-estados-e-no-df-governo-pressiona-anp-para-mais-fiscalizacao/#respond Thu, 01 Oct 2026 13:01:21 +0000 https://sicompar.org.br/?p=7117

Rovena Rosa/Agência Brasil – arquivo

O diesel S-10 aumentou em 25 estados e no Distrito Federal, enquanto o governo pressiona a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível) por fiscalizações mais duras nos postos de gasolina. O aumento do diesel e do etanol interrompe uma sequência de quatro meses consecutivos de queda, segundo levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento.

O diesel apresentou o movimento mais expressivo: avançou 2,43%, de R$ 7,159 para R$ 7,333 por litro, com alta em 26 das 27 unidades da federação, e retornou ao mesmo patamar médio registrado em abril. O etanol subiu 1,47%, enquanto a gasolina recuou 0,09% e completou o quinto mês consecutivo de queda. Os dados são baseados em transações realizadas entre 1º e 26 de setembro, em mais de 25 mil postos credenciados em todo o país.

Em valores absolutos, a gasolina teve redução de R$ 0,006 por litro na média nacional, passando de R$ 6,774 em agosto para R$ 6,768 em setembro. O etanol avançou R$ 0,063 por litro, de R$ 4,275 para R$ 4,338, enquanto o diesel S-10 registrou o maior aumento do período, de R$ 0,174 por litro, ao passar de R$ 7,159 para R$ 7,333.

Segundo Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, setembro mostrou uma mudança importante na trajetória do diesel. “A combinação de petróleo mais caro, dependência de importações e menor disponibilidade no mercado internacional aumentou a pressão sobre o abastecimento brasileiro. Mesmo com as medidas adotadas para conter parte desses efeitos, os preços avançaram em praticamente todo o país”, observou.

“Nos últimos dias do mês, começamos a observar novos movimentos de alta em alguns mercados, ainda sem disseminação por todas as unidades da Federação. Isso mantém nossa atenção voltada para outubro, porque câmbio, disponibilidade do produto nos mercados interno e externo e custos de importação e distribuição podem continuar pressionando os preços”, acrescentou.

Estados afetados

A alta do diesel só foi evitada no Espírito Santo, que apresentou queda de 0,79%, de R$ 7,320 para R$ 7,262. A maior alta ocorreu no Rio Grande do Sul (+5,56%), seguido por Santa Catarina (+4,51%), Amapá (+4,18%), Goiás (+3,82%) e Paraná (+3,70%). Também se destacaram Tocantins (+3,49%), Mato Grosso (+3,44%) e Bahia (+3,37%).

Pressão do governo

O cenário de aumento ocorre em meio à pressão do governo por mais fiscalização da ANP. As multas aplicadas a distribuidoras de combustíveis por elevação abusiva de preços ultrapassam R$ 700 milhões, segundo a própria agência.

Fonte: R7 Planalto

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Brasil segura diesel, mas importação fica mais cara https://sicompar.org.br/2026/09/28/brasil-segura-diesel-mas-importacao-fica-mais-cara/ https://sicompar.org.br/2026/09/28/brasil-segura-diesel-mas-importacao-fica-mais-cara/#respond Mon, 28 Sep 2026 12:14:20 +0000 https://sicompar.org.br/?p=7077

Óleo diesel brasileiro enfrenta aumento de preços devido ao conflito no Oriente Médio  • Ilustração gerada por IA

O Brasil conseguiu conter parte relevante do choque do diesel provocado pelas guerras no Irã e na Ucrânia. Desde o início do conflito no Oriente Médio, o diesel S-10 subiu cerca de 20% no país, de R$ 6,09 para R$ 7,33 por litro, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

No mesmo intervalo, a alta foi de aproximadamente 71% nos Estados Unidos, segundo a EIA (Energy Information Administration), e de cerca de 40% na União Europeia, conforme a Comissão Europeia.

A guerra no Irã elevou o petróleo e reduziu as exportações de diesel do Oriente Médio. Na Rússia, ataques ucranianos a refinarias e as restrições às exportações, em vigor desde julho, comprimiram outra fonte importante de oferta.

O resultado é uma crise de derivados, não somente de petróleo: segundo a Agência Internacional de Energia, a cotação do diesel no mercado americano chegou a ficar cerca de 94% acima do nível pré-guerra, enquanto o Brent subia aproximadamente 45%.

A contenção brasileira funcionou no preço, mas tem custo crescente. Em 27 de setembro, o governo prorrogou por 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro.

Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as subvenções para combustíveis já somam R$ 47 bilhões. O pacote mais recente tem impacto estimado pelo governo em cerca de R$ 7 bilhões por mês.

A pressão externa permanece. O S-10 avançou 6,5% apenas em setembro, enquanto o Brasil depende de importações para algo entre 25% e 30% do consumo. No Rio Grande do Sul, a Farsul relatou restrições e atrasos nas entregas, embora a ANP tenha informado não ter verificado problemas na oferta no estado.

A mudança de fornecedores tornou essa vulnerabilidade mais cara. No primeiro semestre, segundo o MDIC, cada quilo de diesel russo importado custou, em média, R$ 0,15 menos que o americano — diferença próxima de R$ 0,13 por litro.

Com a retração da oferta russa, os Estados Unidos responderam por 68% das importações brasileiras em julho e agosto, segundo o Comex Stat. Em setembro, a Abicom informou que essa participação chegou a 80%.

A troca reduz o risco imediato de ruptura, mas recria a concentração em outro fornecedor e eleva o custo marginal das importações. Washington descartou uma proibição formal das exportações de diesel, mas o governo americano pede às refinarias que reduzam voluntariamente os embarques. O episódio mostra que segurança energética não é trocar Moscou por Houston, mas reduzir a dependência de qualquer rota dominante.

O biodiesel oferece uma proteção adicional. Em Paulínia, chegou a ser negociado cerca de 9% abaixo do diesel importado. Segundo a Raion Consultoria, seu preço acumulava queda de 8% em 12 meses, equivalente a aproximadamente R$ 0,07 a menos por litro de diesel B em relação a um ano antes.

O país, porém, permanece no B15. A área técnica do Ministério de Minas e Energia estima que, na melhor hipótese, os testes necessários para misturas superiores a 15% de biodiesel só terminem em fevereiro de 2027. O avanço precisa respeitar critérios técnicos, mas também exige cronograma claro.

A subvenção se justifica enquanto o choque externo for excepcional. Mas, sem perspectiva de solução rápida para os dois conflitos, o excepcional ameaça se tornar permanente, e o apoio precisa de uma saída definida.

O país deveria usar esse intervalo para diversificar de fato os fornecedores, preservar a capacidade de importação e dar horizonte ao biodiesel. Caso contrário, apenas deslocará o impacto das guerras: menos na bomba hoje, mais no orçamento amanhã.

Fonte: CNN Brasil Money

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Nova fase da Carbono Oculto é deflagrada contra agentes do sistema financeiro https://sicompar.org.br/2026/09/24/nova-fase-da-carbono-oculto-e-deflagrada-contra-agentes-do-sistema-financeiro/ https://sicompar.org.br/2026/09/24/nova-fase-da-carbono-oculto-e-deflagrada-contra-agentes-do-sistema-financeiro/#respond Thu, 24 Sep 2026 13:12:16 +0000 https://sicompar.org.br/?p=7035

Um ex-diretor do Banco Genial e um executivo ligado ao Master são alvos da terceira fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Crédito Oculto e deflagrada nesta quinta-feira. Os agentes saíram às ruas para cumprir mandados de busca e apreensão em 29 endereços de sete estados e aprofundar uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao setor de combustíveis na aquisição da distribuidora Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana, uma das maiores do país nesse setor.

A investigação aponta a participação central de executivos do mercado financeiro no esquema de lavagem. Entre os alvos de busca nesta quinta, que incluem 13 pessoas físicas e 24 pessoas jurídicas, estão endereços ligados a Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial; seus irmãos, André e Bruno Tupinambá; e ao empresário Antonio Carlos Freixo Junior, o “Mineiro”, dono da Entre Investimentos. Freixo assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito das investigações sobre o Caso Master. 

Apontado como operador do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Mineiro era descrito como “pioneiro nas Bahamas” em razão de estruturas offshore que teria montado no país caribenho. Na delação, ele disse que realizou sete remessas para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, que totalizaram US$ 12,3 milhões em 2025, numa estrutura de aportes para o filme “Dark horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O fundo é administrado por Paulo Calixto, próximo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e foi usado para o financiamento da obra.

Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o grupo investigado teria articulado uma estrutura financeira e societária complexa para assumir o controle da distribuidora e ocultar patrimônio por meio de fundos de investimento, empresas de fachada e operações financeiras consideradas “atípicas”.

As apurações miram movimentações nos fundos Radford, Derby 44 e Los Angeles 01 e nas empresas Berna Holdings Ltda e Branson Holdings Ltda — constituídas poucos meses antes da compra da Terrana.

Com base em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), documentos bancários, informações do Banco Genial e mensagens extraídas em celulares apreendidos em outras fases, o MPSP sustenta que mais de R$ 120 milhões teriam circulado por companhias — como Aster Petróleo, SM Serviços Empresariais, Duvale Distribuidora e Usina Itajobi — e “contas de passagem” antes de chegarem à estrutura de aquisição da Terrana.

A suspeita é que a estrutura criminosa tenha sido liderada por Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, chamado de “Primo”. Ambos, apesar disso, não estão entre os alvos de busca desta fase da Carbono Oculto.

Os dois foram denunciados no começo do mês pelos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, em denúncia fruto de fases anteriores da mesma ação. Segundo a acusação, o esquema envolvia desde a adulteração de combustíveis nos postos até o uso de refinarias e fintechs para ocultar a origem ilícita dos recursos. Beto Louco e Primo seguem foragidos.

O Juízo da 2ª Vara Criminal de Catanduva autorizou buscas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. Além do Gaeco e da Receita Federal, participam da ação a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Secretaria Estadual da Fazenda.

Em nota, o Genial disse que Tupinambá não integra a diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026.

Em sua nota, o Banco Genial disse ainda que, após tomar conhecimento dos fatos, afastou e posteriormente destituiu o diretor e colabora com as investigações.

O Banco Genial esclarece que Humberto Tupinambá não integra a Diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição.

Todas as informações relacionadas às operações envolvendo o Fundo Radford, inclusive aquelas relacionadas às empresas Berna e Branson Holdings, que estavam em poder da instituição foram fornecidas pela própria Genial ao GAECO-SP. Em relação às operações mencionadas, também foram realizadas as comunicações cabíveis ao COAF, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis.

No âmbito dessas operações, a Genial atuou dentro das atribuições que lhe competiam, observando os procedimentos, normas e regulamentos aplicáveis, considerando as informações disponíveis à instituição à época.

A partir do conhecimento dos fatos, a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de processo de Inspetoria interna, a revisão da governança das operações de crédito, o afastamento do então diretor dos respectivos processos decisórios e sua posterior destituição. A Genial também contou com o apoio de especialistas externos para a revisão e o aprimoramento de seus processos e controles.

Após a deflagração da Operação Carbono Oculto, a Genial renunciou à administração do Fundo Radford e manteve sua postura de colaboração com as autoridades, fornecendo as informações e os documentos solicitados.

A instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários.

Fonte: InfoMoney

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Diesel tem defasagem de 3,38 reais e governo decide até sábado tamanho do subsídio https://sicompar.org.br/2026/09/23/diesel-tem-defasagem-de-338-reais-e-governo-decide-ate-sabado-tamanho-do-subsidio/ https://sicompar.org.br/2026/09/23/diesel-tem-defasagem-de-338-reais-e-governo-decide-ate-sabado-tamanho-do-subsidio/#respond Wed, 23 Sep 2026 13:20:15 +0000 https://sicompar.org.br/?p=7017

Diesel (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo chega à reta final para decidir quanto continuará gastando para segurar o preço do diesel em um momento de forte descolamento entre os valores domésticos e internacionais. Levantamento mais

recente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) mostra que, nos polos da Petrobras, a diferença entre o diesel vendido no país e o preço de paridade de importação chegou a 3,38 reais por litro. Pelos cálculos da entidade, o ajuste necessário para alcançar a paridade equivale a 103% do preço doméstico de referência.

Considerando os principais polos de importação do país, e não apenas os da estatal, a distância é de 2,90 reais por litro, ou 88%. A pressão sobre o diesel é muito maior do que sobre a gasolina: nesse combustível, a Abicom calcula uma diferença de 1,07 real por litro nos polos Petrobras, equivalente a 35%, e de 91 centavos, ou 30%, na média dos principais polos.

É nesse cenário que termina, neste sábado, 26 de setembro, a vigência da medida provisória que garante uma subvenção de 1,12 real por litro de diesel

comercializado por produtores e importadores. A MP 1.363 continua sem parecer publicado para votação e tem 26 de setembro como data final de vigência, segundo o Congresso Nacional.

O benefício hoje é acumulado com outra subvenção, de 1 real por litro, criada pelo governo neste mês. Juntas, as duas medidas representam um colchão de 2,12 reais por litro. A Petrobras aderiu ao novo programa e elevou em 1 real o preço nominal do diesel vendido às distribuidoras, concedendo simultaneamente desconto do mesmo valor em razão da subvenção.

A comparação com a defasagem da Abicom não é totalmente mecânica, porque o cálculo da paridade e o mecanismo de ressarcimento do governo têm bases próprias. Mas os números dão a dimensão da pressão: mesmo a soma nominal das duas subvenções é inferior à distância de 3,38 reais apontada pela entidade nos polos da Petrobras.

A expiração da MP de 1,12 real, porém, não significa necessariamente que o apoio cairá automaticamente para 1 real. A nova medida provisória permite ao Ministério da Fazenda alterar por ato infralegal o valor da subvenção mais recente. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou neste mês que o governo avaliaria no fim de setembro se poderia retirar a parcela de 1,12 real ou se ela precisaria ser “preservada”. Segundo ele, a nova estrutura foi desenhada para absorver um eventual valor adicional.

A decisão envolve uma conta de bilhões de reais. O governo estimou em aproximadamente 5 bilhões de reais mensais o custo da nova subvenção de 1 real ao diesel. O pacote anunciado neste mês para diesel, gasolina e etanol tem impacto total calculado em cerca de 7 bilhões de reais por mês.

A pressão no mercado também chegou ao debate sobre abastecimento. Nesta terça-feira, o governo descartou um risco generalizado de falta de diesel para a safra 2026/2027 e afirmou que eventuais  dificuldades observadas no Sul seriam pontuais. A defasagem calculada pela Abicom, entretanto, mostra por que os importadores permanecem no centro da discussão: quanto maior a distância entre o preço doméstico e o custo para trazer combustível de fora, menor tende a ser a atratividade econômica das importações.

 Fonte: Veja Negócios

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