Sicompar https://sicompar.org.br Sicompar Thu, 03 Sep 2026 12:52:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 Governo prorroga por 60 dias cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo https://sicompar.org.br/2026/09/03/governo-prorroga-por-60-dias-cobranca-de-imposto-de-12-sobre-exportacao-de-petroleo/ https://sicompar.org.br/2026/09/03/governo-prorroga-por-60-dias-cobranca-de-imposto-de-12-sobre-exportacao-de-petroleo/#respond Thu, 03 Sep 2026 12:52:32 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6841

Carro abastece com gasolina. — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou por 60 dias a cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo, segundo resolução publicada nesta quinta-feira (3) no Diário Oficial da União (DOU). A determinação entra em vigor em 8 de setembro.

A medida foi criada neste ano como parte de um pacote de medidas do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores, e já arrecadou R$ 7,9 bilhões.

A prorrogação acontece dois dias depois de o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubar a liminar que havia suspendido a cobrança do imposto.

Na semana passada, a Justiça Federal concedeu uma liminar suspendendo a cobrança no mesmo dia em que a Camex havia aprovado a prorrogação do imposto.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu para derrubar a liminar. Entre os argumentos, afirmou que manter a suspensão poderia causar prejuízos antes do julgamento definitivo do caso.

Segundo a decisão, haveria risco “à estabilidade fiscal, ao planejamento estatal e à regulação do comércio exterior”.

Entenda a suspensão

 

No dia 27 de agosto, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu provisoriamente a cobrança de 12% de Imposto de Exportação sobre petróleo bruto e minerais betuminosos.

🔎 Minerais betuminosos são rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos, usadas na produção de combustíveis e outros derivados de petróleo.

A suspensão foi determinada pelo juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal do DF, a pedido da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás (ABEP).

A liminar impedia a Receita Federal de cobrar o imposto das empresas representadas pela associação.

🔎 O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) responsável por tomar decisões sobre medidas de comércio exterior, incluindo alterações de tarifas. A Camex é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 

 

A arrecadação com o imposto já chega a R$ 7,9 bilhões, segundo a Receita Federal.

Na decisão, o juiz considerou que a resolução manteve uma cobrança que havia sido criada por uma medida provisória. A MP perdeu a validade por não ter sido analisada pelo Congresso dentro do prazo previsto na Constituição.

Para o juiz, manter a alíquota por meio de uma resolução do Gecex poderia representar uma forma de contornar a decisão do Congresso de não analisar a medida provisória dentro do prazo.

“Inexistindo dúvida, na espécie, de que era vedada a reedição de Medida Provisória que restabelecesse a alíquota de Imposto de Exportação tacitamente rejeitada pelo Congresso no corrente ano, reputo descabida, com ainda mais razão, a renovação de tal majoração mediante ato normativo infralegal, sob pena de burla ao devido processo legislativo”, disse.

O juiz também questionou a finalidade econômica da cobrança e afirmou que o imposto poderia não ser adequado para atingir os objetivos declarados pelo governo.

Mais cedo, o ministro Márcio Elias foi questionado sobre a manutenção do imposto. Ele afirmou que a decisão sobre a cobrança cabia ao Gecex e avaliou que, diante da crise no Oriente Médio e dos impactos sobre preços e logística, a medida “não só se justifica como é necessária”.

Fonte: G1 Economia

*As notícias de outros veículos de comunicação postados aqui não refletem necessariamente o posicionamento do Sicompar.

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A crise no diesel deve piorar com o início do plantio no Brasil https://sicompar.org.br/2026/08/31/a-crise-no-diesel-deve-piorar-com-o-inicio-do-plantio-no-brasil/ https://sicompar.org.br/2026/08/31/a-crise-no-diesel-deve-piorar-com-o-inicio-do-plantio-no-brasil/#respond Mon, 31 Aug 2026 13:30:47 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6801

Diesel renovável da Petrobras — Foto: Divulgação/Petrobras

O Brasil está prestes a começar a temporada de plantio, mas produtores como Irineu Orth não têm muito o que comemorar diante do que deve ser um ano recorde para a soja. O motivo é que a crise global na oferta de diesel coincide com o pico sazonal de demanda pelo combustível que move o campo.

O país é o maior exportador mundial de várias culturas importantes: soja, algodão, café, açúcar e suco de laranja. Para colher tudo isso, o produtor precisa de diesel nos tratores e caminhões. Uma alta nos custos do campo pode se espalhar por cadeias de suprimento no mundo inteiro.

E, como o Brasil é o segundo maior importador de diesel do planeta, atrás apenas da Austrália, o auge do plantio que ajuda a alimentar o mundo deve agravar a escassez global. O país volta a ficar muito dependente das importações dos Estados Unidos. Isso pode se traduzir em preços mais altos ao país liderado por Donald Trump, maior fornecedor mundial do combustível, justamente às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato.

Orth se prepara para plantar cerca de 8.900 hectares, área quase do tamanho do complexo da Disney World.

— Tudo o que a gente faz no campo passa pelo diesel de um jeito ou de outro, e os custos estão devorando a nossa margem — diz o produtor.

Guerras travam as rotas do combustível

 

A guerra com o Irã embaralhou os mercados globais de energia. Parte do petróleo bruto voltou a sair pelo Estreito de Ormuz, mas os embarques de derivados feitos a partir dele, como o diesel, foram reduzidos a quase nada. Ao mesmo tempo, a Rússia, um dos maiores fornecedores do produto, suspendeu as exportações em meio aos ataques ucranianos a refinarias, apertando ainda mais o mercado.

A demanda pelo diesel produzido nos Estados Unidos, já em patamar altíssimo, deve subir mais nos próximos meses, quando começa o plantio de soja e algodão no Brasil e os agricultores passam a escoar a safra de milho de inverno recém-colhida. A sobreposição entre plantio e colheita leva o consumo de diesel ao pico, quase 200 mil barris por dia acima do padrão da entressafra.

Em três dos últimos quatro anos, as importações brasileiras de diesel e gasóleo atingiram o topo em setembro, segundo dados da Vortexa, empresa britânica de dados e análise do mercado de energia.

Quem prepara os tratores para o plantio enfrenta agora os maiores preços sazonais do diesel em quatro anos, num momento em que os conflitos internacionais desorganizam as rotas comerciais.

O vaivém entre Rússia e EUA

 

As refinarias americanas, que já responderam por mais de 80% do diesel importado pelo Brasil, viram sua fatia encolher desde o início da guerra da Rússia na Ucrânia, em 2022. Barrado no mercado europeu por causa do conflito, o diesel russo passou a abastecer Turquia, Brasil e países africanos.

Essa tendência já se inverteu algumas vezes, inclusive neste ano. Em julho, quando a Rússia suspendeu as exportações, o Brasil comprou o maior volume de diesel americano em quase quatro anos, segundo dados alfandegários brasileiros compilados pela Bloomberg. As importações da Rússia caíram mais da metade em relação a maio.

Outros fornecedores que costumavam ter papel secundário, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, estão limitados pelo tráfego intermitente no Estreito de Ormuz.

Do lado brasileiro, as refinarias operam de forma “bastante eficiente”, perto de 95% de utilização, segundo Susan Bell, vice-presidente sênior de pesquisa de refino da Rystad Energy. Ainda assim, o país precisa importar para dar conta da demanda, e hoje está excepcionalmente dependente do combustível dos EUA.

— Os Estados Unidos não têm mais estoques que permitam cobrir esse buraco — afirma Bell.

Estoques dos EUA no menor nível da história

 

As refinarias estadunidenses trabalham em ritmo que não se via desde antes da pandemia de Covid-19, com produção de diesel bem acima da média para a época do ano. A margem de lucro do produto está perto do recorde histórico. Já as exportações bateram um novo recorde semanal no começo de agosto. Enquanto isso, os estoques americanos estão no menor nível já registrado para o período, a poucas semanas do início da colheita no país e da formação de estoques de óleo de aquecimento pelas distribuidoras, um produto praticamente intercambiável com o diesel.

Ou seja, não há alavanca óbvia para aumentar a oferta de forma expressiva.

— Setembro é um dos meses mais fortes do ano. Tem plantio no Hemisfério Sul, colheita no Hemisfério Norte, e a demanda por diesel e outros destilados realmente atinge o pico em outubro — diz Bell.

Coreia do Sul entra na conta do frete

 

Neste momento, um pequeno grupo de navios-tanque carregados de combustível segue dos portos do Golfo do México americano para a maior economia da América Latina. Há outras opções de fornecimento. As contas de frete mostram que o diesel de Ulsan, na Coreia do Sul, é hoje a alternativa mais viável para chegar ao porto de Santos, em São Paulo, enquanto a matemática fica menos favorável para os embarques americanos, segundo Nikolas Plonski, analista de mercado de petróleo da Sparta Commodities.

Mas isso vale só até o fim de outubro. Depois disso, com a demanda ainda aquecida e o plantio brasileiro se estendendo até dezembro, as exportações a partir de Houston voltam a fazer sentido.

Por ora, o mercado global de diesel parece capaz de atravessar o outono do Hemisfério Norte sem chegar a uma crise de verdade, com filas nos postos e destruição generalizada de demanda. Mas esse cenário também não está longe, avalia Bell.

— A gente está meio que no fio da navalha do equilíbrio. Basta uma grande refinaria americana parar de forma não programada — diz a analista.

No campo

 

Produtores como Orth, de 76 anos, dizem que pouco podem fazer para compensar o preço na bomba. Ele terminou a colheita da safra de inverno nesta semana e pretende começar o plantio em sua fazenda na Bahia até meados de setembro.

— Se tem uma coisa que aprendi desde que dirigi meu primeiro trator, aos 12 anos, é que o produtor precisa seguir em frente. Você faz o que tem que ser feito — afirma.

Ainda que os preços do diesel no Brasil sigam altos, eles recuaram em relação ao pico de março, com as refinarias da Petrobras operando a todo vapor, o que levanta dúvidas sobre por quanto tempo esse ritmo se sustenta, avalia Isabella Chiodi, analista da Energy Aspects, em Houston.

— Se uma das grandes refinarias tivesse uma parada, as importações, especialmente do Golfo do México americano, aumentariam bastante — diz ela.

Fonte: O Globo

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Etanol, biodiesel e outros biocombustíveis brasileiros podem ganhar um novo mercado em alto-mar https://sicompar.org.br/2026/08/25/etanol-biodiesel-e-outros-biocombustiveis-brasileiros-podem-ganhar-um-novo-mercado-em-alto-mar/ https://sicompar.org.br/2026/08/25/etanol-biodiesel-e-outros-biocombustiveis-brasileiros-podem-ganhar-um-novo-mercado-em-alto-mar/#respond Tue, 25 Aug 2026 14:16:36 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6741

Imagem: Agência Petrobras

O Programa Nacional do Combustível Sustentável de Navegação foi incluído na reunião do CNPE marcada para 2 de setembro de 2026. As 26 recomendações envolvem infraestrutura portuária, certificação, financiamento, tributação, pesquisa e logística, com expectativa de ampliar também a demanda por biocombustíveis, incluindo etanol e biodiesel, no transporte marítimo brasileiro.

Os biocombustíveis brasileiros podem ganhar uma nova frente de demanda no transporte marítimo se avançar o Programa Nacional do Combustível Sustentável de Navegação, incluído na pauta da próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética, o CNPE. A proposta reúne recomendações para criar mercado, ajustar regras e preparar portos, produtores e sistemas de certificação para combustíveis de menor carbono usados por embarcações.

A inclusão do programa na reunião prevista para 2 de setembro de 2026 foi informada pela eixos em reportagem publicada em 20 de agosto. O texto parte de um relatório aprovado pelo CNPE em abril e reúne 26 recomendações que abrangem desde infraestrutura e logística até tributação, financiamento, pesquisa, qualidade e alinhamento com as metodologias da Organização Marítima Internacional, a IMO.

Programa de setembro tenta abrir mercado marítimo para biocombustíveis

O Programa Nacional do Combustível Sustentável de Navegação ainda não deve ser tratado como política já aprovada. O que está confirmado até agora é sua inclusão na pauta do CNPE, etapa que pode dar forma a uma política específica para reduzir emissões no transporte aquaviário.

A expectativa descrita no material é criar condições para ampliar a procura por biocombustíveis e outras alternativas de baixo carbono no abastecimento de navios. Isso colocaria o setor marítimo ao lado de outras frentes já disputadas pela indústria de energia renovável.

O relatório que serve de base ao futuro programa distribui as 26 propostas por áreas como metas de descarbonização, alinhamento à IMO, financiamento, pesquisa e desenvolvimento, tributação, certificação, governança, infraestrutura e logística.

O desafio, portanto, não é simplesmente colocar etanol ou biodiesel dentro de um navio. Para ganhar escala, a cadeia precisa combinar produção, regras de qualidade, documentação, infraestrutura portuária, abastecimento e critérios ambientais reconhecidos internacionalmente.

Certificação é um dos gargalos que o governo quer enfrentar

Entre as recomendações está a criação de mecanismos de apoio e capacitação para que produtores brasileiros consigam atender aos esquemas de certificação exigidos no ambiente internacional de navegação.

Esse ponto é estratégico porque um combustível pode estar disponível no Brasil e ainda assim enfrentar barreiras para ser reconhecido como solução de baixo carbono em rotas internacionais. A proposta também prevê aproximação entre o RenovaBio e metodologias de análise de ciclo de vida utilizadas pela IMO.

Etanol e biodiesel aparecem entre as alternativas consideradas

O documento menciona estímulos a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para combustíveis aquaviários sustentáveis. A lista inclui alternativas como hidrogênio, metanol e amônia de baixo carbono, além de biocombustíveis líquidos.

Nesse grupo aparecem etanol e biodiesel, produtos nos quais o Brasil já possui cadeia produtiva estabelecida. A possibilidade de transferir parte dessa capacidade para o transporte marítimo é um dos elementos que tornam o programa relevante para o setor brasileiro de bioenergia.

Indústria já testa combustíveis renováveis antes da nova política

Mesmo antes de uma definição do CNPE, empresas já vêm realizando movimentos para utilizar etanol e biodiesel no abastecimento de embarcações. A própria fonte cita parcerias e testes que procuram demonstrar a viabilidade dessas alternativas.

Essas iniciativas funcionam como preparação de mercado enquanto a regulação ainda está sendo ajustada. Elas não significam, porém, que o uso comercial em larga escala esteja consolidado ou que todos os entraves técnicos e regulatórios já tenham sido resolvidos.

ANP também revisa regras para combustíveis usados por navios

Em paralelo ao debate no CNPE, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis abriu em julho a Consulta e Audiência Públicas nº 15/2026 para revisar as especificações e regras de comercialização dos combustíveis de uso aquaviário.

A proposta da ANP inclui o reconhecimento de biodiesel em teores de até 100% para uso aquaviário regular, além da possibilidade de comercialização de B100 diretamente a usuários pessoa jurídica para consumo próprio em embarcações, observadas as regras aplicáveis.

Há um ponto de cronograma que exige precisão. A reportagem da eixos associa 23 de setembro ao processo de consulta, mas a página oficial da ANP informa que a consulta pública ocorre de 28 de julho a 10 de setembro de 2026, enquanto a audiência pública está marcada para 23 de setembro.

Essa revisão regulatória aborda qualidade, rastreabilidade, certificação, mistura e comercialização de combustíveis aquaviários. A ANP também prevê tratamento para combustíveis alternativos ainda não contemplados de forma regular, incluindo etanol, metanol, amônia e hidrogênio em usos sujeitos às regras específicas da agência.

Infraestrutura portuária pode decidir se o mercado realmente ganha escala

Uma das 26 recomendações trata diretamente da adequação da infraestrutura dos portos. Isso é relevante porque a transição não depende apenas de disponibilidade de combustível, mas também de armazenamento, movimentação, abastecimento e controle de qualidade nos pontos onde os navios operam.

Sem uma cadeia logística preparada, a produção brasileira pode existir sem se converter automaticamente em combustível marítimo disponível em escala. Por isso, infraestrutura e logística aparecem no mesmo conjunto de medidas que financiamento e certificação.

Objetivo é fazer o Brasil avançar de fornecedor para polo internacional

O relatório aponta a intenção de criar ambiente regulatório mais previsível, atrair capital privado e ampliar o posicionamento brasileiro na transição energética da navegação. A ambição vai além de exportar matéria-prima ou combustível pronto.

A proposta é fazer o país ocupar também uma posição relevante no fornecimento, certificação, abastecimento e desenvolvimento de combustíveis renováveis para a navegação internacional. Isso conecta política energética, portos, indústria de biocombustíveis e estratégia comercial externa.

Setembro pode definir quanto dessa oportunidade realmente sai do papel

A reunião do CNPE de 2 de setembro coloca o tema em uma etapa decisória importante, mas ainda haverá desafios posteriores mesmo que o programa avance. Regras específicas, investimentos, adaptação portuária, certificações e decisões da IMO continuarão influenciando a velocidade de formação desse mercado.

O Brasil já possui produção relevante de etanol e biodiesel; agora, a discussão é se essa base conseguirá ser convertida em vantagem competitiva também no abastecimento marítimo de baixo carbono. 

Fonte: CPG

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Brasil projeta alta de 20% nas exportações de etanol https://sicompar.org.br/2026/08/20/brasil-projeta-alta-de-20-nas-exportacoes-de-etanol/ https://sicompar.org.br/2026/08/20/brasil-projeta-alta-de-20-nas-exportacoes-de-etanol/#respond Thu, 20 Aug 2026 13:21:39 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6687

Uma usina de etanol com seus silos de milho ao lado de um milharal

O Brasil deve aumentar as exportações de etanol na safra 2026/27, mesmo após um início de ciclo mais fraco no mercado externo. A expectativa é de que os embarques alcancem 1,535 bilhão de litros, alta de cerca de 20% em relação aos 1,28 bilhão de litros exportados na safra anterior, segundo levantamento da Argus.

A expansão ocorre em um cenário de produção recorde de etanol no Brasil, impulsionada principalmente pelo avanço do etanol produzido a partir do milho. A Conab projeta uma produção de 40,68 bilhões de litros na safra 2026/27, o maior volume da série histórica de 21 anos.

Segundo Maria Ligia Barros, responsável pela precificação de etanol da Argus, o crescimento da produção de milho tem mudado a dinâmica do mercado brasileiro e tende a ampliar a necessidade de buscar novos destinos para o combustível.

“Essa safra de 2026/27 é marcada pela expectativa de uma produção recorde de etanol, muito fundamentada na expansão da produção a partir do milho”, afirmou.

O etanol de milho ganhou espaço no Brasil nos últimos dez anos e passou a ter papel relevante no crescimento da oferta nacional. Além da expansão das plantas de milho, a produção da safra atual também deve ser favorecida pela recuperação dos canaviais após a seca de 2024 e por um menor direcionamento da cana para a produção de açúcar.

Janela de exportação

Apesar da expectativa de aumento dos embarques no acumulado da safra, as exportações começaram 2026/27 em ritmo mais fraco.

Entre abril e junho, o Brasil exportou 168,7 milhões de litros de etanol. Em julho, foram mais 178,5 millhões de litros. Com isso, cerca de 1,18 bilhão de litros ainda precisariam ser embarcados entre agosto de 2026 e março de 2027 para que a projeção de 1,535 bilhão seja alcançada.

O problema é que a janela de competitividade que favoreceu o produto brasileiro no mercado internacional é curta.

“Abriu-se uma janela de oportunidade em meados de julho, para embarques em mercados onde o Brasil compete com os Estados Unidos. O etanol brasileiro ficou mais competitivo que o dos Estados Unidos nesses mercados”, explicou Maria Ligia.

Segundo ela, a janela já foi encerrada, o que concentra boa parte dos embarques contratados entre julho e setembro.

Entre os destinos que aparecem nas negociações estão Índia, Nigéria, Filipinas, Coreia do Sul e países europeus.

A competitividade brasileira, porém, não depende exclusivamente do preço do etanol americano. Há mercados considerados mais tradicionais, com fluxos relativamente estáveis de compra do produto brasileiro, como Coreia do Sul e Japão.

“Boa parte do mercado externo faz essa arbitragem e escolhe com base no que está mais competitivo”, disse a especialista.

Etanol americano pode voltar a ganhar espaço

A disputa com o produto dos Estados Unidos deve voltar a pesar nos próximos meses. Historicamente, o etanol americano tende a ficar mais competitivo entre outubro e março, período de menor consumo de combustíveis no hemisfério Norte.

Por isso, agentes do mercado avaliam que há pouca probabilidade de uma nova janela de exportação tão favorável ao Brasil até o fim da safra.

Ao mesmo tempo, a trajetória dos preços domésticos brasileiros pode reduzir o espaço para novas vendas externas. O etanol hidratado negociado em São Paulo chegou a R$ 2.513 por mil litros em 28 de julho, menor nível desde março de 2024. Desde então, recuperou cerca de R$ 230 por mil litros chegando a R$ 2.743 por mil litros em 13 de agosto.

A alta reduz a competitividade do produto brasileiro no exterior e mostra como a disponibilidade interna e os preços domésticos também são determinantes para a estratégia de exportação.

Produção crescente exige novos mercados

Para Maria Ligia, o aumento das exportações não deve ser interpretado apenas como uma resposta à eventual sobra de produto no mercado doméstico. A expansão da produção brasileira cria uma necessidade estrutural de ampliar a demanda.

“Existem os dois fatores juntos. Tem a questão do preço, do que é oportunidade, e tem também esses custos já cativos, que já existem, já estão no planejamento das usinas e dos produtores”, afirmou.

A especialista destaca que o setor busca desbloquear novos mercados para absorver o crescimento da oferta, inclusive fora do uso tradicional do etanol como combustível rodoviário.

Entre as possibilidades estão aplicações na aviação, com o combustível sustentável de aviação (SAF), e no transporte marítimo.

Intensidade de carbono pode favorecer Brasil

Além do preço, a intensidade de carbono pode abrir espaço para o etanol brasileiro em determinados mercados.

Segundo Maria Ligia, o etanol de cana produzido no Brasil apresenta menor intensidade de carbono que o etanol de milho dos Estados Unidos. O etanol de milho brasileiro também pode apresentar vantagem nesse quesito em relação ao produto americano.

Essa característica ganha relevância principalmente na Europa, onde políticas de descarbonização podem diferenciar combustíveis de acordo com a matéria-prima e a intensidade de carbono.

A especialista ressalta, porém, que a vantagem ambiental não garante automaticamente maior demanda. “As regras variam de acordo com cada mercado, inclusive em relação à classificação entre etanol de primeira e de segunda geração”, diz

Fonte: CNN Brasil

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Lula defende internacionalização da Petrobras; e os planos para estatal na corrida presidencial em 2026 https://sicompar.org.br/2026/08/18/lula-defende-internacionalizacao-da-petrobras-e-os-planos-para-estatal-na-corrida-presidencial-em-2026/ https://sicompar.org.br/2026/08/18/lula-defende-internacionalizacao-da-petrobras-e-os-planos-para-estatal-na-corrida-presidencial-em-2026/#respond Tue, 18 Aug 2026 14:22:46 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6660

Visita de Lula à sonda que perfura o primeiro poço na Margem Equatorial (Foto: Ricardo Stuckert)

Em clima de campanha, Lula (PT) usou a visita ao navio-sonda que perfura o primeiro poço na Bacia Foz do Amazonas, na segunda (17/8), para defender a internacionalização da Petrobras

Ele revelou que a presidente do México, Claudia Sheinbaum, ligou pedindo apoio da estatal brasileira para explorar petróleo em águas profundas no Golfo do México: e que orientou a presidente da Petrobras a atender o pleito.

  • “Liguei para Magda [Chambriard]: vá para o México atender a nossa presidenta [Claudia Sheinbaum]”. 

Lula acrescentou que a Petrobras deve ir “para a África também, onde tiver oportunidade”, e disse que a companhia pode ser “a mais importante empresa do petróleo do mundo”.

A Petrobras é puxada novamente por Lula para os holofotes da campanha presidencial de 2026, que começou oficialmente no domingo (16/8).

  • O plano de governo petista organiza a política energética em torno da Petrobras e cita que a estatal deve seguir “ampliando investimentos em exploração onshore e offshore, para recuperar participação no controle de reservas nacionais”;
  • além de expandir a capacidade de refino e retornar ao segmento de distribuição de combustíveis, por exemplo.

Entre os concorrentes mais fortes nas pesquisas, Flávio Bolsonaro (PL) promete dar continuidade a políticas energéticas que o governo Lula colocou de pé nos últimos três anos – mas ss referências à Petrobras são omitidas.

  • A omissão é acompanhada pela defesa de que “o papel do Estado aqui não é ser o empresário, é ser o país que funciona”.

Já o plano de governo de Ronaldo Caiado (PSD) é o que traz o maior detalhe da agenda de política energética. A Petrobras, no entanto, aparece uma única vez:

  • “Petrobras e demais estatais terão governança, eficiência e investimento, sem uso partidário ou controle artificial de preços”;
  • Não há menção sobre privatização ou desestatização. O candidato pelo PSD já admitiu em campanha, porém, que não privatizaria a Petrobras, mas sim segmentos do gás da estatal.

Romeu Zema (Novo) quer fatiar a Petrobras e seu plano cita “desverticalizar a Petrobras, separando as operações de produção, refino, transporte e logística em diferentes empresas para permitir a entrada de novos concorrentes”. 

  • A privatização da estatal não é nomeada – ela entra apenas na diretriz geral do plano de “privatizar todas as empresas estatais”. O ex-governador mineiro vinha defendendo vender o controle da estatal pelo modelo de corporation. (g1)

Renan Santos (Missão), por fim, concentra o olhar da política energética em renováveis, biocombustíveis e data centers como caminhos para o Nordeste; e a agroindústria, na qual ele também menciona biodiesel e etanol, como setores-chave. Não há menções à Petrobras no plano e, embora ele assuma uma pauta privatista, já descartou a desestatização da petroleira.

Em tempo, sintonia com Alcolumbre. O evento na sonda de perfuração em Morpho, no litoral do Amapá, selou, ainda, a reaproximação entre Lula e Davi Alcolumbre, em casa, após meses de relação estremecida.

Do palanque, o presidente da República elogiou o destravamento da pauta no Congresso, anunciado na semana passada — e que inclui a a ida às comissões da PEC da Segurança, do fim da escala 6×1 e do projeto dos minerais críticos e terras raras.

Geopolítica do petróleo. No mesmo evento, nesta segunda, Lula afirmou que a Margem Equatorial “será aberta para o mundo inteiro” se o presidente dos EUA, Donald Trump, seguir fechando o Estreito de Ormuz.

  • Os indícios de nova escalada nas tensões no Oriente Médio, aliás, fizeram o preço do petróleo voltar à casa dos US$ 90 nesta segunda: o Brent subiu 2,65%, a US$ 90,87 o barril. E Trump voltou a dizer que o principal objetivo da guerra é impedir que o Irã tenha uma bomba nuclear.

Braskem de fora do gas release. A presença dominante da Petrobras no capital e na governança da Braskem pode deixar a petroquímica – uma das principais consumidoras de gás natural do país – de fora dos leilões para compra de molécula do programa de gas release proposto pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Petrobras avança do projeto piloto de CCS. A estatal anunciou, na segunda (17/8), a assinatura do contrato com a Halliburton Produtos para a perfuração e completação de quatro poços terrestres do Projeto Piloto de CCS São Tomé, o primeiro da América Latina de captura, movimentação e armazenamento de carbono (CCS) em reservatório salino a partir de fontes industriais.

  • A iniciativa está localizada na Estação de Barra do Furado (Ebaf), em Quissamã (RJ). O objetivo do projeto é testar e validar algumas tecnologias enquanto captura até 100 mil toneladas de CO₂ por ano durante três anos.

RenovaCalc. A ANP abriu um período de consultas sobre atualizações na ferramenta que calcula a eficiência energética e ambiental dos biocombustíveis credenciados no RenovaBio. A atualização é um desdobramento da Resolução ANP 984/2025, que regulamenta a certificação da produção ou importação de combustíveis renováveis para emissão de créditos de descarbonização (CBIO).

  • Os preços médios do etanol hidratado caíram em 22 estados na semana passada, de acordo com dados da ANP, compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados em todo o país, o preço médio do etanol caiu 0,76% na semana, para R$ 3,91 o litro.

Opinião 1.A expansão dos data centers exige novos arranjos regulatórios e contratuais, com impacto em planejamento de transmissão, acesso à rede e modelos de contratação, escrevem os advogados Bruna Correia e Carlos Bingemer, sócios da área de Energia do BMA.

Opinião 2.Usinas virtuais coordenam painéis solares, baterias e veículos elétricos para prestar serviços de rede, reduzindo custos e emissões. O Brasil já tem 50 GW de geração distribuída; falta criar estrutura de remuneração para flexibilidade, escreve Flávia Silveira, executiva sênior do setor elétrico.


Perdeu o 13º Fórum do Biogás? Acompanhe na eixos a cobertura completa:

Biometano na mobilidade. O transporte público é um dos caminhos mais fáceis para ancorar investimentos na produção de biometano no Brasil, na avaliação do sócio do Faveret Tepedino Londres Fraga Advogados, José Roberto Faveret.

Biogás no interior. O desenvolvimento do setor também tem o potencial de interiorizar a produção de inovação no Brasil, na visão do CEO da Gás Orgânico e diretor da vertical de energia da Associação Catarinense de Tecnologia e Inovação (Acate), Giovane Rosa.

Demanda em alta. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o Brasil dispõe de potencial produtivo suficiente para atender à expansão esperada da demanda por biometano até 2036. O superintendente adjunto de Petróleo e Gás Natural, Marcelo Alfradique, conta que houve um aumento significativo do consumo de biometano no país nos últimos anos.

E regulação do biometano. O Brasil ainda tem um “avanço imenso” a fazer na flexibilização da regulação, para destravar o potencial do setor de biometano, na visão de Ildo Sauer, professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP.

Fonte: Eixos

*As notícias de outros veículos de comunicação postados aqui não refletem necessariamente o posicionamento do Sicompar.

 

 

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Secretário de Fazenda do RJ conversa com Associadas à BRASILCOM https://sicompar.org.br/2026/08/13/secretario-de-fazenda-do-rj-conversa-com-associadas-a-brasilcom/ https://sicompar.org.br/2026/08/13/secretario-de-fazenda-do-rj-conversa-com-associadas-a-brasilcom/#respond Thu, 13 Aug 2026 11:37:56 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6608

As Associadas da BRASILCOM, que estiveram presentes no último dia 05 de agosto na 3ª Jornada de Integração BRASILCOM & ANP realizada no Rio de Janeiro, tiveram a oportunidade de participar de um produtivo encontro com o Secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, Guilherme Mercês.
O economista falou sobre a abertura de investimentos na área de combustíveis no Estado do Rio de Janeiro, com a expansão de operações de distribuidoras que já atuam no estado e novos agentes.

Fonte: Brasilcom

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Aumento das misturas, mercado de etanol, abusividade de preços e fiscalização: destaques da 3ª Jornada de Integração BRASILCOM & ANP https://sicompar.org.br/2026/08/13/aumento-das-misturas-mercado-de-etanol-abusividade-de-precos-e-fiscalizacao-destaques-da-3a-jornada-de-integracao-brasilcom-anp/ https://sicompar.org.br/2026/08/13/aumento-das-misturas-mercado-de-etanol-abusividade-de-precos-e-fiscalizacao-destaques-da-3a-jornada-de-integracao-brasilcom-anp/#respond Thu, 13 Aug 2026 11:33:39 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6603

Realizada em 05 de agosto no hotel Windsor Guanabara (RJ) a 3ª Jornada BRASILCOM & ANP contou com a presença maciça de suas associadas e de representantes da Agência. O evento, que se consolida a cada ano, contou com cinco painéis de discussões e mediação do presidente da BRASILCOM Abel Leitão.
Na abertura do evento, os diretores da ANP Fernando Moura e Symone Araújo participaram por vídeo. Em sua mensagem, Moura destacou a importância do encontro que aproxima o órgão regulador (áreas técnicas da ANP) dos regulados (distribuidoras) e para discutir questões como a segurança do abastecimento, principalmente com o conflito EUA x Irã e alterações climáticas, devedor contumaz, combate ao mercado ilegal de combustíveis, abusividade de preços e mistura de etanol na gasolina para 32%.
A diretora Symone, por sua vez, salientou o sucesso da iniciativa, que está em sua terceira edição e cria condições para o compartilhamento de esclarecimentos e dúvidas e a construção de soluções conjuntas para o mercado de combustíveis. Citou ainda cinco avanços, voltados à fiscalização, desde a última Jornada: parâmetros da abusividade de preços, reforço da fiscalização, aprovação de compartilhamento de documentos fiscais eletrônicos entre as secretarias de Fazenda dos Estados e a ANP, maior segurança jurídica ao acesso da ANP às informações fiscais e lei complementar que regulamentou a figura do devedor contumaz.
Os painéis debateram questões que impactam diretamente o dia a dia das distribuidoras como: aumento das misturas de biocombustíveis nos combustíveis; o mercado de etanol; revisão das normas da ANP para instalações de movimentação de petróleo, seus derivados, gás natural, biocombustíveis e demais produtos regulados pela Agência, fiscalização e abusividade de preços. Pela ANP participaram os superintendentes Cristiane Monteiro (Biocombustíveis e Qualidade de Produtos), Julio Nishida (Fiscalização do Abastecimento), Bruno Moura (Defesa da Concorrência) e Thiago Campos (Infraestrutura e Movimentação), do superintendente adjunto Rômulo Hansen (Distribuição e Logística), além de Renato Rostás, da Agência Platts, especializada em informações sobre petróleo, energia, produtos petroquímicos, metais e agricultura.
Para o presidente da BRASILCOM Abel Leitão, o alto comparecimento de Associadas e a participação ativa com perguntas após cada painel mostrou a importância da Jornada. “A exemplo das duas primeiras edições, o atual evento foi um sucesso e ofereceu importantes elementos para a busca de um mercado justo e competitivo para todos.”

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Presença de Jean Paul Prates é destaque de encontro das Associadas BRASILCOM no Rio de Janeiro
Realizada no último dia 06 de agosto, no Hotel Windsor Guanabara (RJ), a assembleia das Associadas à BRASILCOM registrou comparecimento em massa de seus representantes.
O presidente da BRASILCOM, Abel Leitão, fez uma apresentação sobre os temas que afetam o setor e as ações mais recentes que a entidade tem adotado em favor de suas associadas. Os principais destaques foram: combate ao mercado irregular de combustíveis; mercado do Rio de Janeiro; aumento do teor de etanol na gasolina para 32%; fiscalização do abastecimento pela ANP; preços abusivos; RenovaBio e frete mínimo.
O grande destaque do dia foi a palestra realizada pelo ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que, com seu carisma e conhecimento, prendeu a atenção de todos os presentes ao falar sobre o importante papel das distribuidoras regionais no abastecimento nacional.
A reunião foi encerrada com a participação do diretor executivo do Instituto Brasileiro de Transição Energética (INTÉ) João Paulo Madruga.

Fonte: Brasilcom

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Presença de Jean Paul Prates é destaque de encontro das Associadas BRASILCOM no Rio de Janeiro https://sicompar.org.br/2026/08/12/presenca-de-jean-paul-prates-e-destaque-de-encontro-das-associadas-brasilcom-no-rio-de-janeiro/ https://sicompar.org.br/2026/08/12/presenca-de-jean-paul-prates-e-destaque-de-encontro-das-associadas-brasilcom-no-rio-de-janeiro/#respond Wed, 12 Aug 2026 13:22:21 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6591

Foto: Abel Leitão e Jean Paul Prates

Realizada no último dia 06 de agosto, no Hotel Windsor Guanabara (RJ), a assembleia das Associadas à BRASILCOM registrou comparecimento em massa de seus representantes.
O presidente da BRASILCOM, Abel Leitão, fez uma apresentação sobre os temas que afetam o setor e as ações mais recentes que a entidade tem adotado em favor de suas associadas. Os principais destaques foram: combate ao mercado irregular de combustíveis; mercado do Rio de Janeiro; aumento do teor de etanol na gasolina para 32%; fiscalização do abastecimento pela ANP; preços abusivos; RenovaBio e frete mínimo.
O grande destaque do dia foi a palestra realizada pelo ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que, com seu carisma e conhecimento, prendeu a atenção de todos os presentes ao falar sobre o importante papel das distribuidoras regionais no abastecimento nacional.
A reunião foi encerrada com a participação do diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Transição Energética (INTÉ) João Paulo Madruga.

Fonte: Brasilcom

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Governo divulga novos preços médios de combustíveis https://sicompar.org.br/2026/08/11/governo-divulga-novos-precos-medios-de-combustiveis/ https://sicompar.org.br/2026/08/11/governo-divulga-novos-precos-medios-de-combustiveis/#respond Tue, 11 Aug 2026 13:29:27 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6574

Os preços definidos pelo Confaz não correspondem necessariamente aos valores cobrados nos postos

O Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) publicou nesta 2ª feira (10.ago.2026), no Diário Oficial da União, a nova tabela de PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final) dos combustíveis. Os valores entrarão em vigor em 16 de agosto e servirão de base para o cálculo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nos Estados e no Distrito Federal.

A atualização foi formalizada pelo Ato Cotepe/PMPF nº 22 e abrange combustíveis como querosene de aviação, etanol hidratado, GNV (gás natural veicular), GNI (gás natural industrial) e óleo combustível. Os dados foram informados pelas unidades da Federação, conforme o Convênio ICMS nº 110, de 2007.

No etanol hidratado, o Amapá registrou o maior preço de referência, de R$ 5,81 por litro. São Paulo teve o menor valor (R$ 3,77 por litro).

No GNV, o Distrito Federal apresentou o maior preço de referência, de R$ 6,78 por m³. O Amazonas registrou o menor, de R$ 3,33 por m³.

Eis a nova tabela:

combustiveis Fonte: Poder 360

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BRASILCOM participa de evento da Platts sobre o setor de óleo e gás https://sicompar.org.br/2026/08/05/brasilcom-participa-de-evento-da-platts-sobre-o-setor-de-oleo-e-gas/ https://sicompar.org.br/2026/08/05/brasilcom-participa-de-evento-da-platts-sobre-o-setor-de-oleo-e-gas/#respond Wed, 05 Aug 2026 16:56:49 +0000 https://sicompar.org.br/?p=6521

Foto: Abel Leitão e Sérgio Araujo (presidente da Abicom)

O primeiro de dois dias do Platts Rio Market Briefing 2026, realizado nesta terça-feira (04 de agosto), no Copacabana Palace (RJ), contou com a presença do presidente da BRASILCOM, Abel Leitão.

Os dois principais painéis, com a participação da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e da Petrobras, se destacaram por debates sobre a urgência de investimentos e a desburocratização no setor de óleo e gás do país.
Segundo o diretor da ANP, Pietro Mendes,
o maior desafio atual do Brasil é resolver os entraves com o licenciamento ambiental. A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, disse que a companhia vive uma emergência em repor as reservas e que a estatal está buscando novas oportunidades de exploração tanto dentro como fora do país.

Fonte: Brasilcom

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