Sicompar https://sicompar.org.br Sicompar Tue, 02 Jun 2026 12:44:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Depois de 2 meses, governo ainda não pagou subvenção ao diesel https://sicompar.org.br/2026/06/02/depois-de-2-meses-governo-ainda-nao-pagou-subvencao-ao-diesel/ https://sicompar.org.br/2026/06/02/depois-de-2-meses-governo-ainda-nao-pagou-subvencao-ao-diesel/#respond Tue, 02 Jun 2026 12:44:43 +0000 https://sicompar.org.br/?p=5688

Há mais de 60 dias, o governo federal não paga a subvenção ao diesel criada para compensar importadores e produtores durante a alta dos combustíveis. É o que afirma o presidente-executivo da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), Sergio Araújo. O prazo para o pagamento do último período de apuração de abril, estipulado pelo governo, venceu na última 6ª feira (29.mai.2026), mas não houve repasses.

Pelo cronograma estabelecido pelo governo, a subvenção referente ao 1º período de apuração, de 12 a 31 de março, deveria ter sido paga até 30 de abril. Já os valores referentes aos 3 períodos de abril deveriam ter sido quitados até 29 de maio, último dia útil do mês seguinte. 

“Estamos falando aí de um atraso de mais de 60 dias, o que gera uma insegurança muito grande para a realização de novas operações de importação”, afirmou Araújo ao Poder360. A subvenção ao diesel foi criada pela medida provisória nº1.340 de 2026, editada em março, para reduzir o preço do combustível no mercado interno durante a alta do petróleo. 

Inicialmente, o benefício previa compensação de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de óleo diesel. Depois, o governo editou a MP 1.349 de 2026 e o decreto 12.930 de 2026, que criaram o Reaic (Regime Especial de Abastecimento Interno de Combustíveis).

O novo regime estabeleceu subvenção adicional de R$ 1,20 por litro para importadores de diesel. No domingo (31.mai), o governo prorrogou até 31 de julho as medidas de contenção dos preços dos combustíveis. A Abicom representa importadores de combustíveis no Brasil. Em 20 de maio, a associação foi à Câmara dos Deputados para participar de audiência pública na Comissão de Minas e Energia sobre os impactos econômicos e fiscais das medidas provisórias e decretos relacionados às subvenções ao setor de combustíveis. 

Em sua apresentação, a entidade afirmou que, em 69 dias, o setor havia sido impactado por 3 medidas provisórias, 8 decretos e 4 resoluções da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), mas que nenhum pagamento da subvenção havia sido realizado até aquele momento.  “Talvez até seja esse o motivo da baixa adesão”, afirmou o presidente da associação.

Até agora, 16 empresas aderiram à subvenção do diesel prevista na MP 1.340 e 8 estão habilitadas a requerer a subvenção pela MP 1.349, incluindo Petrobras e Vibra. Há, no entanto, distribuidoras e importadoras relevantes no setor que ficaram de fora, como Ipiranga e Raízen.

A ANP foi procurada pelo Poder360 para informar o motivo do atraso. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital. A justificativa para o primeiro atraso no pagamento, ainda em abril, era a de que a agência aguardava a formalização de uma parceria com a Receita Federal para compartilhamento de informações.

Fonte: Poder 360

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Governo cria subvenção de R$ 1,12 por litro do diesel até dezembro… https://sicompar.org.br/2026/06/01/governo-cria-subvencao-de-r-112-por-litro-do-diesel-ate-dezembro/ https://sicompar.org.br/2026/06/01/governo-cria-subvencao-de-r-112-por-litro-do-diesel-ate-dezembro/#respond Mon, 01 Jun 2026 12:39:58 +0000 https://sicompar.org.br/?p=5641

O novo programa de subvenção ao diesel substitui 2 auxílios anteriores que vigoravam desde março, mas que se encerraram neste domingo (31.mai). 

O Ministério da Fazenda criou um programa de subvenção ao diesel com valor de R$ 1,12 por litro. O benefício vale de 1º de junho a 31 de dezembro de 2026. A Medida Provisória 1.363 foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União no sábado (30.mai.2026). O objetivo é “estabilizar preço e oferta” do combustível diante da alta do petróleo provocada pelo conflito no Irã.

Também em edição extra no DOU, foi prorrogada a subvenção aos produtores e importadores de GLP até 31 de julho. A medida possibilita uma subvenção equivalente a R$ 11 por botijão de gás de cozinha de 13 kg comercializado no período. Os recursos federais a serem usados, inicialmente previstos em R$ 330 milhões, foram ampliados para R$ 660 milhões.

O novo programa de subvenção ao diesel substitui 2 auxílios anteriores que vigoravam desde março, mas que se encerraram neste domingo (31.mai). a MP (Medida Provisória) nº 1.340 estabelecia subsídio de R$ 0,32 por litro de diesel; a MP nº 1.349 elevava o benefício para R$ 0,80 por litro do diesel produzido no Brasil e para R$ 1,20 por litro no combustível importado. Nesse 2º programa, metade do valor era financiada pelo governo federal e a outra metade pelos Estados e pelo Distrito Federal.

Com a nova medida, o subsídio passa a ser unificado em R$ 1,12 por litro para produtores e importadores autorizados. O benefício será destinado a produtores e importadores autorizados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Para receber os recursos, as empresas deverão aderir ao programa, comprovar o repasse do valor da subvenção ao preço de venda do combustível e identificar os descontos nas notas fiscais eletrônicas.

Os agentes já habilitados nos programas anteriores precisarão solicitar a interrupção dessas adesões para ingressar no novo regime, mantendo o direito ao recebimento de valores ainda pendentes das políticas anteriores. A ANP será responsável por apurar os valores devidos e realizar os pagamentos aos beneficiários. Os repasses deverão ocorrer em até 30 dias após a apresentação dos requerimentos pelas empresas habilitadas. A medida provisória entrou em vigor na data de sua publicação e ainda será analisada pelo Congresso Nacional.

MEDIDAS ATUALIZADAS As medidas adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visam a evitar o aumento dos combustíveis em razão da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro. A 1ª fase dessas iniciativas tinha vigência prevista até 31 de maio, com possibilidade de prorrogação ou ajustes conforme a evolução do cenário global.

Na 6ª feira (29.mai), outras portarias de combustíveis saíram em edição extra do DOU. Uma portaria do Ministério da Fazenda estabelece que, a partir de 1º de junho, haverá pagamento de subvenção aos produtores e importadores de óleo diesel para compensar custos tributários relativos à comercialização do combustível. Também por meio de decreto, o governo prorrogou a desoneração do PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o querosene de aviação e sobre o biodiesel utilizado na mistura obrigatória ao diesel rodoviário vendido nas bombas até 31 de julho deste ano.

O apoio ao setor de aviação, criado em abril, foi estendido pela nova medida. O texto amplia a carência para o pagamento, à Força Aérea Brasileira, das tarifas de navegação aérea. Com as novas regras, as tarifas referentes aos meses de julho, agosto e setembro só precisarão ser pagas em dezembro.

Fonte: O Poder 360

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Governo publica decreto que regulamenta subsídio para gasolina e diesel https://sicompar.org.br/2026/05/27/governo-publica-decreto-que-regulamenta-subsidio-para-gasolina-e-diesel/ https://sicompar.org.br/2026/05/27/governo-publica-decreto-que-regulamenta-subsidio-para-gasolina-e-diesel/#respond Wed, 27 May 2026 13:08:21 +0000 https://sicompar.org.br/?p=5591
Carro é abastecido com gasolina em posto no Rio de Janeiro – 25/03/2026 (Fabio Teixeira/Anadolu via/Getty Images) 

O governo federal publicou, na noite desta segunda-feira (25), o decreto que regulamenta a subvenção econômica aos produtores e importadores de combustíveis derivados do petróleo.

A medida foi publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União), e tem objetivo de mitigar os impactos causados pelo choque no mercado internacional de energia com a guerra no Oriente Médio.

O decreto regulamenta a MP (medida provisória) editada pelo governo Lula no dia 13 de maio, que subsidia os tributos federais cobrados sobre a gasolina e o diesel.

Atualmente, o litro da gasolina é tributado em R$ 0,89 por litro, o que inclui PIS, Cofins e CIDE, sendo este o valor máximo que a subvenção pode chegar. As subvenções não podem ultrapassar o teto dos tributos federais incidentes sobre os combustíveis.

Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a subvenção no valor de R$ 0,44 à gasolina deve ser suficiente para amortecer o choque de preço no combustível. Moretti afirmou anteriormente também que o impacto fiscal do subsídio deve ser de R$ 1 bilhão a R$ 1,2 bilhão por mês.

A princípio, a subvenção deve ser concedida até julho, podendo ser prorrogada.

Produtor e importadores interessados no subsídio devem solicitar habilitação por meio de termo de adesão entregue à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A apuração da subvenção será realizada pela reguladora e operacionalizada de modo discriminado por agente econômico para cada período estabelecido.

Para que o beneficiário receba o subsídio, devera comprovar o desconto no preço de venda dos combustíveis igual ao valor da subvenção.

A ANP também poderá verificar a regularidade de pagamentos da subvenção e, caso identifique valores maiores que o indicado, irá exigir a restituição do subsídio pago, acrescido da taxa média Selic.

A agência ainda é permitida a editar normas complementares com a finalidade de regulamentar os procedimentos de operacionalização da subvenção econômica e aplicar regras e procedimentos utilizados em programas de subvenção anteriores.

Fonte: CNN Brasil

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Governo propõe subvenção da gasolina em R$ 0,44 por litro https://sicompar.org.br/2026/05/25/governo-propoe-subvencao-da-gasolina-em-r-044-por-litro/ https://sicompar.org.br/2026/05/25/governo-propoe-subvencao-da-gasolina-em-r-044-por-litro/#respond Mon, 25 May 2026 12:22:44 +0000 https://sicompar.org.br/?p=5544

Entrevista coletiva dos ministros do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e da Fazenda, Dario Durigan, sobre o RARDP. Fotos: Washington Costa/MF

A subvenção para a gasolina ficará em R$ 0,44 por litro, como forma de reduzir os impactos da alta internacional do petróleo provocada pela guerra no Irã. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (22) pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Segundo o ministro, o valor corresponde a cerca de metade dos tributos federais incidentes sobre o combustível e foi definido com cautela para evitar um impacto maior nas contas públicas.

A medida ainda será apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima segunda-feira (25).

Ao anunciar a decisão, na semana passada, a equipe econômica tinha informado que o subsídio ficaria entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro.

No caso do diesel, a subvenção de R$ 0,3515 entrará em vigor em junho, quando acabará a redução a zero dos tributos federais.

Valor definido

A subvenção funcionará como uma compensação temporária para reduzir o preço da gasolina ao consumidor final.

Inicialmente, o governo estudava um benefício de até R$ 0,89 por litro, equivalente ao total de tributos federais cobrados sobre o combustível. A equipe econômica, porém, optou por um valor menor.

“Dada a nossa cautela, inclusive do ponto de vista fiscal, olhando para o quanto variou o preço da gasolina, considerando o preço antes da guerra, achamos melhor ficar em torno da metade desse limite, afirmou Moretti, em entrevista coletiva para explicar o bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026.

O ministro acrescentou que o impacto da guerra foi mais forte no diesel do que na gasolina, o que permitiu uma compensação menor neste caso.

“[Um total de] R$ 0,44 é hoje o valor por litro mais apropriado para a subvenção e deve ser suficiente para amortecer o choque de preços na gasolina”, disse.

Custo da medida

O governo calcula que a medida terá custo de cerca de R$ 1,2 bilhão por mês. Como a duração inicial prevista é de dois meses, o impacto total estimado chega a R$ 2,4 bilhões.

Segundo Moretti, o gasto ainda não foi incorporado oficialmente às projeções do Orçamento porque o decreto de regulamentação ainda está sendo finalizado pelo governo federal.

Após a aprovação presidencial, a subvenção será implementada por meio de ato do Ministério da Fazenda.

Fonte: Eixos

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Governo estuda aumento de etanol na gasolina; entenda https://sicompar.org.br/2026/05/20/governo-estuda-aumento-de-etanol-na-gasolina-entenda/ https://sicompar.org.br/2026/05/20/governo-estuda-aumento-de-etanol-na-gasolina-entenda/#respond Wed, 20 May 2026 13:28:49 +0000 https://sicompar.org.br/?p=5505

FreePik

Atualmente, o percentual do etanol fica em 30%

O  Governo Federal pretende aumentar em até 32% a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina. Além disso, a mescla do biodiesel no diesel comum também sofrerá um aumento para 16%.

A medida, segundo o governo, tem como objetivo tornar o Brasil um país independente da importação da gasolina e ampliar o uso de biocombustíveis.

O Ministério de Minas e Energia informou que a proposta de aumento seria analisada em uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), realizada no dia 7 de maio de 2026, mas o encontro foi desmarcado após o presidente afirmar que a medida também se aplicaria à mistura do biodiesel no diesel. Esta última demanda, no entanto, ainda não entrou em discussão.

Quem pode ser afetado

Em entrevista ao iG, Claudio Santos, CEO da Blumo Mecânica Automotiva, explica que o impacto no bolso dos consumidores será mínimo, porém, pelo etanol ser um combustível menos denso, o consumo tende a ser mais rápido.  Carros que são movidos inteiramente a gasolina e as  motocicletas sentirão mais diferença no desempenho da pilotagem.

“O preço do etanol ficará contido com a E32. A produção de álcool no Brasil está em franco desenvolvimento, posto que muitos agricultores estão usando o milho como padrão de plantio para certas áreas do país. Portanto, com a oferta maior que a demanda, não creio que o preço do etanol aumente”Antônio Carlos Morad, advogado tributarista da Morad Advocacia Empresarial

Motivos da mudança

Alguns fatores relevantes foram considerados nesta proposta de elevação do percentual do etanol anidro, chamada de E32. Além da diminuição dos custos de importação da gasolina para o país, a estratégia de descarbonização e os altos preços do combustível, causados pelos conflitos recentes no Oriente Médio, foram levados em conta.

Segundo o especialista automotivo Sergio Santos, proprietário da SR Motors, os motores que podem ser possivelmente afetados com o aumento do etanol na gasolina são aqueles que não possuem tecnologia flex. Esses veículos podem ter dificuldades de adaptação a este tipo de combustível, o que pode causar impactos no sistema de alimentação e no funcionamento do motor ao longo do tempo.

“Internamente, questões políticas como períodos eleitorais, também pesam na balança, já que o aumento no preço dos combustíveis gera insatisfação popular e pode ter reflexos diretamente nas urnas. No fim, o preço é o principal termômetro que orienta estas decisões”Iago Átila, fundador do Compre Sua Peça e Engenheiro Automobilístico

A mescla do etanol, atualmente, permanece em 30% (E30) após a sanção da Lei do Combustível do Futuro, em 2024, que passou a prever um máximo na mistura de 35% e um mínimo de 22%, além de criar programas para fomentar as pesquisas e produção de combustíveis ecológicos e biometano.

O aumento do percentual do etanol ainda precisa passar por aprovações do CNPE, mas a estimativa do Ministério de Minas e Energia é que esta proposta diminua a necessidade de importação de combustível em até 500 milhões de litros por mês.

Fonte: IG Carros

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Aumento da mistura de biodiesel aquece demanda por frete rodoviário, afirma VP do Grupo Potencial  https://sicompar.org.br/2026/05/18/aumento-da-mistura-de-biodiesel-aquece-demanda-por-frete-rodoviario-afirma-vp-do-grupo-potencial/ https://sicompar.org.br/2026/05/18/aumento-da-mistura-de-biodiesel-aquece-demanda-por-frete-rodoviario-afirma-vp-do-grupo-potencial/#respond Mon, 18 May 2026 12:31:04 +0000 https://sicompar.org.br/?p=5489

Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente Grupo Potencial. Foto: Divulgação

Em meio à disputa sobre o avanço da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, o setor tenta reforçar um argumento que vai além da descarbonização: o impacto econômico positivo para a cadeia logística. 

O vice-presidente Comercial, de Relações Institucionais e Novos Investimentos do Grupo Potencial, Carlos Eduardo Hammerschmidt, defendeu, em entrevista à agência eixos, que o aumento da participação do biocombustível no diesel pode ampliar a demanda por transporte rodoviário.

Atualmente, os produtores pressionam para avançar do B15 — mistura de 15% de biodiesel no diesel — para o B16, conforme previsto no cronograma da Lei do Combustível do Futuro, e, talvez, antecipar o B17, como maneira de reduzir os impactos da guerra sobre os preços do diesel no Brasil.

O setor, porém, enfrenta resistências do governo federal, de distribuidoras, transportadoras e da própria Petrobras, que defendem novos testes de validação técnica antes de autorizar percentuais superiores.

Os caminhoneiros seguem entre os principais críticos do aumento da mistura. Parte do segmento afirma que o biodiesel provoca danos mecânicos, eleva custos de manutenção e compromete o desempenho dos motores.

Hammerschmidt rebateu essas críticas e afirmou que o debate ignora os ganhos indiretos para o próprio setor de transporte. 

Segundo ele, o aumento da industrialização da soja gera uma cadeia de subprodutos que demanda mais frete para escoamento.

“Quando eu industrializo a soja, eu gero ‘N’ produtos: farelo, óleo de soja, biodiesel, glicerina refinada, além de demanda para transportar metanol e metilato de sódio”,

afirmou.

Segundo o executivo, o processamento industrial do grão multiplica o valor agregado da cadeia e aumenta significativamente a movimentação logística. 

Aumentaria a demanda de transporte em seis a sete vezes mais”, disse.

O executivo também defendeu uma postura mais agressiva do governo na ampliação da mistura. 

Na minha opinião, o B20 já é totalmente plausível hoje”, afirmou.

Ele disse ter “total convicção” de que a mistura funcionaria sem problemas técnicos, citando a experiência da própria frota do grupo, que possui cerca de 200 caminhões.

De acordo com Hammerschmidt, o Grupo Potencial comercializou cerca de 1,1 bilhão de litros de diesel no ano passado sem registrar reclamações relacionadas ao B15.

“A gente atende em torno de 2 mil postos de combustíveis por mês. Então, nesses três elos, a gente não teve nenhum problema”, disse, referindo-se à atuação da empresa na produção, distribuição e varejo.

O executivo classificou a resistência do transporte como uma “quebra de paradigma” e citou experiências com caminhões adaptados para operar com biodiesel puro. 

Segundo ele, um caminhão da frota da companhia, convertido pela Scania para operar 100% com biodiesel, já rodou 200 mil quilômetros após um investimento de cerca de R$ 25 mil.

Críticas a propostas apresentadas no Congresso

Hammerschmidt também criticou propostas legislativas apresentadas em resposta às preocupações do setor de transporte com o aumento da mistura. 

Um dos projetos em discussão prevê a obrigatoriedade de aditivos purificadores no biodiesel.

O substitutivo do deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA) ao PL 5502/2025, obriga produtores e distribuidores de biodiesel a adicionarem aditivos ao combustível para ampliar a estabilidade do produto, reduzir absorção de umidade e preservar motores automotivos.

Para o executivo, a medida não se justifica.

Fonte: Eixos

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Óleo diesel cai pela 4ª vez em cinco semanas e acumula recuo de 4,5% https://sicompar.org.br/2026/05/12/oleo-diesel-cai-pela-4a-vez-em-cinco-semanas-e-acumula-recuo-de-45/ https://sicompar.org.br/2026/05/12/oleo-diesel-cai-pela-4a-vez-em-cinco-semanas-e-acumula-recuo-de-45/#respond Tue, 12 May 2026 13:02:01 +0000 https://sicompar.org.br/?p=5438

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O preço do óleo diesel no país registrou o quarto recuo em um período de cinco semanas. Nesse intervalo de tempo, o combustível usado majoritariamente por caminhões e ônibus acumula queda de 4,5%. 

No entanto, ainda está 18,9% acima do período pré-guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro

Os dados fazem parte do monitoramento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão do governo que regula o setor no país.

De acordo com o painel de preços de revenda da agência, na semana de 3 a 9 de maio o litro do diesel S10 teve preço médio de revenda de R$ 7,24.

O preço do diesel é acompanhado com atenção por autoridades e pelo setor produtivo, pois, por ser o principal combustível da frota de caminhões, está diretamente ligado ao valor do frete, que se reflete no custo dos alimentos transportados.

Nas últimas cinco semanas, a ANP identificou uma semana sem variação e quatro com queda no preço médio.

O preço médio do diesel S10 em cada fim de semana de pesquisa:

  • 28/03: R$ 7,57
  • 04/04: R$ 7,58
  • 11/04: R$ 7,58
  • 18/04: R$ 7,51
  • 25/04: R$ 7,38
  • 02/05: R$ 7,28
  • 09/05: R$ 7,24

 

Pré-guerra

Apesar da trajetória recente de queda, o litro do diesel ainda reflete a escalada de preços provocada pelos ataques americanos e israelenses ao Irã. Na semana terminada em 28 de fevereiro, dia do primeiro ataque, o combustível era vendido por R$ 6,09, em média.

Desde então, foram cinco semanas até alcançar o pico de R$ 7,58 na semana terminada em 11 de abril.

Em relação ao diesel S500, a trajetória é semelhante ao S10 nas últimas cinco semanas, saindo de R$ 7,45 o litro para R$ 7,05, regressão de 5,37%. Na comparação com o pré-guerra, o aumento está em 17%.

A diferença entre o S10 e o S500 é o nível de emissão de poluentes. O S500 emite 10 partes por milhão (ppm) de enxofre, 50 vezes mais que o S10.

O S10 é o mais utilizado no país, respondendo por cerca de 70% do consumo nacional, de acordo com a ANP. Os veículos leves e pesados produzidos a partir de 2012 foram preparados para rodar com o S10.

Guerra e preço

A guerra no Irã teve reflexos como ataques a países vizinhos do Irã também produtores de petróleo e o fechamento do Estreito de Ormuz, no sul do Irã, que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.

Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.

O petróleo é uma commodity, isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Isso fez com que o encarecimento fosse sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.

No caso do diesel, especificamente, o país não é autossuficiente, e precisa importar cerca de 30% do que consome

Subvenção

A tendência de queda no preço do diesel nas últimas cinco semanas coincide com o início da subvenção do governo aos produtores e importadores de diesel. A medida é uma das ações para conter a alta de preço.

Desde 1º de abril, o governo passou a oferecer uma espécie de desembolso para produtores e importadores.

Com a subvenção, o diesel produzido no país pode receber até R$ 1,12/litro de subsídio. O importado, até R$ 1,52/litro. Os agentes econômicos só recebem o benefício se repassarem o desconto à cadeia de consumo.

Outra medida para segurar o preço na bomba foi a zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins, os dois tributos federais que incidem sobre o óleo.

Motivos

O pesquisador Iago Montalvão, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), explicou à Agência Brasil que as medidas do governo e a atuação da Petrobras estão por trás da trajetória de queda recente do diesel.

Ele avalia que, em um primeiro momento, com o choque de preços provocado pela guerra, houve uma tentativa de as empresas reajustarem seus balanços, aumentando preços para evitar uma perda na sua margem de lucro em função do aumento dos custos, nesse caso, o preço do petróleo.

A própria Petrobras reajustou o diesel em R$ 0,38 duas semanas após o início da guerra. 

No entanto, ele assinala que a forte presença da Petrobras no mercado de derivados possibilitou que a estatal não aumentasse os preços na mesma proporção do choque do petróleo.

“Foi essencial para segurar o repasse dessa alta para os postos e forçar outras refinarias a não aumentarem tanto os preços também”, disse o pesquisador do Ineep, um centro de pesquisas ligado à Federação Única dos Petroleiros (FUP).

De acordo com a ANP, a participação da estatal como fornecedora do diesel combustível de 2023 a 2025 variou de 75,74% a 78,23%.

Outro ponto para o recuo no preço do combustível, acrescenta Montalvão, foram as desonerações de tributos e subvenções.

“Medidas fiscais [relativa a gastos do governo] ajudaram a conter a alta na etapa final, de distribuição e revenda”, constata.

“Essas medidas têm sido muito importantes para [conter] inflação como um todo na economia”, complementa.

Iago Montalvão lembra que o Brent ainda está em patamar “bem elevado” e que não há expectativa de final do conflito.

“Mas os agentes já conseguiram se ajustar a essa nova realidade, por isso os aumentos desaceleraram, e até em alguns casos o preço reduziu”, analisa Montalvão.

Na tarde desta segunda-feira (11), o barril estava sendo negociado na casa de US$ 104.

Fonte: Agência Brasil

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Governo estuda elevar mistura de etanol na gasolina para reduzir importações https://sicompar.org.br/2026/05/07/governo-estuda-elevar-mistura-de-etanol-na-gasolina-para-reduzir-importacoes/ https://sicompar.org.br/2026/05/07/governo-estuda-elevar-mistura-de-etanol-na-gasolina-para-reduzir-importacoes/#respond Thu, 07 May 2026 13:17:22 +0000 https://sicompar.org.br/?p=5402
O governo federal estuda aumentar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% nas próximas semanas. A medida busca reduzir a importação do combustível diante da crise internacional do petróleo causada pela guerra no Irã. Atualmente, cerca de 15% da gasolina consumida no Brasil vem do exterior. Testes indicam que a nova mistura não teve impacto relevante em veículos movidos apenas a gasolina, e carros flex não devem apresentar mudanças. 
Especialistas alertam, no entanto, que veículos antigos ou importados podem ter queda de desempenho ou maior desgaste. Nesses casos, a recomendação é atenção ao tipo de combustível e, eventualmente, o uso de versões premium, que têm menor teor de etanol. 
A proposta será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética e, se aprovada, deve valer por seis meses, com possibilidade de prorrogação. A expectativa do setor é de leve redução no preço da gasolina, já que o etanol é mais barato. “Deveria baixar, porque o etanol é mais barato que a gasolina. Então, deveria baixar, mas não é um número que vai assustar porque, veja bem, é 2% de um litro. Então, é muito pouco”, afirmou José Gouveia.
Fonte: R7 
*As notícias de outros veículos de comunicação postados aqui não refletem necessariamente o posicionamento do Sicompar.
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Lula diz que governo anunciará aumentos nas misturas de biodiesel e etanol https://sicompar.org.br/2026/05/05/lula-diz-que-governo-anunciara-aumentos-nas-misturas-de-biodiesel-e-etanol/ https://sicompar.org.br/2026/05/05/lula-diz-que-governo-anunciara-aumentos-nas-misturas-de-biodiesel-e-etanol/#respond Tue, 05 May 2026 12:41:56 +0000 https://sicompar.org.br/?p=5382

30.04.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de crédito para aquisição de caminhões e ônibus, no Palácio do Planalto. Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) disse nesta quinta (30/4) que o governo anunciará aumentos nas misturas de biocombustíveis para 32% (etanol na gasolina) e 16% (biodiesel no diesel).

No dia 7 de maio está prevista uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) cuja pauta inclui a votação do E32, prometeu o ministro de Minas e Energia, Alexanndre Silveira (PSD), durantte um evento em Uberaba (MG), na última sexta-feira (24/4).

“Ainda essa semana vamos anunciar sair de 30% para 32% e sair de 15% para 16% no biocombustível”, discursou Lula durante cerimônia nesta tarde no Planalto sobre a ampliação do programa Move Brasil, de financiamento de veículos pesados.

“De um por cento em um por cento, a gente vai convencer o mundo de que se alguém quiser inventar combustível renovável não precisa gastar em pesquisa. Venha ao Brasil, que nós faremos transferência de tecnologia”, completou.

A notícia foi saudada pelo setor de biodiesel. Segundo a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), a indústria está pronta para atender ao incremento de 1 ponto percentual na mistura com o diesel, caso seja confirmado.

“Estamos em grande expectativa com essa declaração porque ela acontece num momento de extrema importância para que o país reduza sua dependência de importação de diesel”, comenta Jerônimo Goergen, presidente da Aprobio.

O aumento da mistura de biodiesel vinha sendo rejeitado pelo governo — apesar de pressão do agro —, sob o argumento de que a elevação de percentual depende de estudos técnicos e da evolução da oferta do biocombustível derivado de óleos vegetais e gorduras no mercado doméstico.

Os testes, previstos em lei como condicionante para sair do B15 atual, também são defendidos pelo setor de distribuição, preocupado com o efeito nos motores. 

As declarações do presidente ocorreram durante evento de anúncio da ampliação do programa Move Brasil.

A nova etapa do programa – que antes só financiava a compra de caminhões – passa a incluir também o financiamento de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários (como reboques e carrocerias, por exemplo), aumentando o seu público-alvo e o volume de recursos disponíveis. 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai operacionalizar a linha de financiamento (BNDES Renovação de Frota), que terá orçamento de R$ 21,2 bilhões, sendo R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões em recursos adicionais do banco de fomento.

As condições da linha serão estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. O valor máximo financiável por beneficiário é de até R$ 50 milhões.

Fonte: Eixos

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Silveira proporá aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32% https://sicompar.org.br/2026/04/27/silveira-propora-aumento-da-mistura-obrigatoria-de-etanol-na-gasolina-para-32/ https://sicompar.org.br/2026/04/27/silveira-propora-aumento-da-mistura-obrigatoria-de-etanol-na-gasolina-para-32/#respond Mon, 27 Apr 2026 12:51:22 +0000 https://sicompar.org.br/?p=5330

Ministro Alexandre Silveira de Oliveira, de Minas e Energia Fabio foto: Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou, nesta sexta-feira (24), que irá propor aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32), na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para 7 de maio. Atualmente, o percentual é de 30% e, segundo o ministro, os testes para o aumento da mistura já foram aprovados.

Questionado sobre se o consumidor poderá esperar uma gasolina mais barata com a mudança, o ministro sinalizou que sim. E que, além disso, o país poderá se tornar autossuficiente no combustível com a elevação da mistura. Silveira disse que não há restrições técnicas para os veículos.

“Nossos motores são resilientes, nenhum outro país desenvolveu com tanta proeminência, de forma tão tecnológica, os veículos flex”, afirmou ele, durante entrevista com jornalistas na abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, em Uberaba (MG).

Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que a iniciativa terá caráter excepcional e temporário e deverá ter vigência inicial de 180 dias, prorrogáveis por igual período, conforme deliberação do CNPE.

A pasta informou que a medida tem potencial de reduzir em cerca de 500 milhões de litros mensais a necessidade de importação de gasolina, o suficiente para zerar a dependência externa. Ainda, que a medida se apoia em testes já realizados no país, que comprovaram a viabilidade técnica da mistura durante os estudos conduzidos para o E30 em 2025, garantindo segurança para sua implementação.

Fonte: Globo Rural

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