Caminhoneiros do Paraná descartam greve por enquanto / Foto: reprodução/ Agência Brasil
Josemar Cunha Bueno é também primeiro-secretário da Federação dos Caminhoneiros Autônomos (FENACAM), que é interestadual e ligada à Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA). Ele disse que o estado do Paraná deve acompanhar as movimentações e decisões nacionais da confederação, composta por 102 sindicatos:
”Até agora, dado o estágio adiantado das negociações, nenhuma entidade vinculada à CNTA manifestou intenção de parar. Isso vale tanto para o Paraná quanto para as demais filiadas.” Explica Bueno.
Caminhoneiros no Paraná e o diesel Com o avanço do conflito no Oriente Médio, os preços do diesel dispararam, o que fez com que caminhoneiros de todo o Brasil ameaçassem uma paralização. Como resposta, o Governo Federal se apresentou disposto a negociar e publicou a Medida Provisória nº 1.343/2026, que reforça as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. A medida altera o valor base de cálculo do preço do frete para equiparar com a alta do diesel.
As entidades ligadas aos caminhoneiros receberam bem a proposta como uma forma de evitar a greve. No Paraná, a resposta é a mesma. O presidente do Sindicam conta que tem recebido algumas reclamações sobre o preço dos combustíveis e que, por isso, a alteração do piso é de grande necessidade.
”Para nossos associados, o piso é a referência essencial para a prestação de serviço do autônomo. O que a categoria no Estado do Paraná espera é que as negociações sejam efetivadas e que o piso mínimo seja respeitado. Havendo esse respeito, a hipótese de greve sequer é considerada.” Declara Josemar Cunha Bueno.
A medida busca ampliar a proteção aos caminhoneiros, garantir maior transparência nas operações e endurecer a fiscalização sobre contratantes e empresas do setor.
Fonte: Banda B
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