A Comissão de Avaliação do Selo Clima Paraná confirmou a aceitação dos certificados de garantia de origem de gases renováveis, o Gás-REC e o CGOB (Certificado de Garantia de Origem de Biometano), para fins de pontuação na edição de 2026 do programa.

A medida atende a uma petição conjunta da Ígnea Biogás e do Instituto Totum, fundamentada na Lei Federal nº 14.993/2024 (Lei do Combustível do Futuro) e nas diretrizes nacionais de rastreabilidade de biogás e biometano.

A alteração beneficia indústrias e organizações que utilizam biogás e biometano rastreáveis em substituição a combustíveis fósseis, como o gás natural. Até então, os critérios de pontuação contemplavam apenas instrumentos voltados a energia elétrica, como o certificado I-REC.

“Ao dar transparência e valor às garantias de origem de biometano e biogás, o incentivo ao investimento em descarbonização se amplia, consolidando uma governança ambiental mais robusta para o setor industrial”, destaca Rafael Noguchi, consultor estratégico do Instituto Totum.

Sob a perspectiva das empresas operadoras do setor de biogás, a medida corrige uma assimetria histórica entre os diferentes insumos renováveis.

 “Buscamos essa equiparação para garantir a isonomia entre os vetores energéticos. Se a energia elétrica renovável já contava com o reconhecimento via I-REC, era fundamental assegurar a mesma oportunidade às empresas que apostam no gás de origem renovável certificada para comprovar suas metas de redução de emissões”, afirma Eduardo Claviso, Diretor Executivo da Ígnea Biogás.  

Fonte: Jornal Cana

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